Apesar de representar menos de 10% do consumo mundial de vinhos espumantes, o champanhe concentra cerca de 34% do valor total do mercado global da categoria. Este contraste revela a força simbólica e económica da bebida francesa, que continua a destacar-se não pelo volume, mas pelo prestígio, pelo preço médio elevado e pela forte associação ao luxo e à celebração.
De acordo com a análise publicada pela Merca2.0, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar entre os maiores mercados internacionais de champanhe, com uma participação de 27,5%, dados que refletem um padrão de consumo onde o luxo aspiracional está profundamente enraizado e o champanhe é visto não apenas como uma bebida festiva, mas também como um símbolo de estatuto.
O Reino Unido surge na segunda posição, com 22,3%, estando o desempenho britânico ligado a uma longa tradição de consumo de espumantes franceses, onde o valor da marca e a origem do produto têm um peso determinante na decisão de compra. Mesmo em contextos de inflação ou de contração económica, o champanhe tende a resistir melhor do que outras bebidas alcoólicas, mantendo o seu apelo junto de consumidores com maior poder de compra.
O Japão aparece como o terceiro maior mercado, com 12,4%, sendo que no mercado japonês, o champanhe está muito associado a rituais, perfeição e experiências, sendo comprado não apenas para ser bebido, mas também para ser experienciado.
Nos casos da Alemanha (9,5%) e Itália (8,4%) — que figuram na quarta e quinta posição –, embora estes países possuam fortes indústrias locais de vinho, nenhuma alternativa nacional consegue competir verdadeiramente com o champanhe. Bélgica (7,6%), Austrália (7,3%) e Suíça (4,8%) completam a lista.














