Produção de seguros recua 20,4% em 2020. Mas há bons indicadores

Em 2020, a produção global de seguros em Portugal diminui 20,4%, cifrando-se nos 8.975 milhões de euros. Mas existem dados que revelam a recuperação do sector.

Os dados são do relatório do Sector Segurador e dos Fundos de Pensões, publicado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). Segundo a entidade, a quebra registada no último ano deve-se à prestação do ramo Vida, que registou um decréscimo de 36,6%.

Os prémios e contribuições para os produtos financiados via seguros de vida registaram um valor de 1.200 milhões de euros, o que representa um decréscimo de cerca de 62,5%, “o valor mais baixo dos últimos anos”.

O montante total investido nos Planos Poupança-Reforma (PPR), atingiu os 21.000 milhões de euros no final do ano passado, o que significa uma quebra de 2,7% face ao ano anterior.

“Em sentido contrário, e apesar da contracção da actividade económica que marcou 2020, os prémios brutos emitidos dos ramos Não Vida continuaram a registar uma evolução positiva, com um aumento de 4% face ao exercício anterior”, refere a ASF.

No que respeita ao resultado técnico global, aumentou 229 milhões de euros face a 2019, para 608 milhões de euros, o que corresponde a uma evolução de 60,6%. Para esta melhoria contribuíram, segundo a ASF, “os resultados das contas técnicas Vida e Não Vida, embora de forma mais significativa no último caso”.

A situação financeira e patrimonial das empresas de seguros também cresceu, registando um incremento de 11,7% na situação líquida global face a 2019.

No sector dos fundos de pensões, a ASF refere que o total de montantes geridos atingiu, pela primeira vez, os 23.000 milhões de euros, traduzindo-se num crescimento de 5,6% face ao ano anterior.

Já as remunerações recebidas pelos mediadores de seguros aumentaram 7,5% face a 2019, cifrando-se nos 1.035 milhões de euros, após terem diminuído 1,1% em 2019.

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