Obrigada Manuel Forjaz

Forjaz_rsLembro-me do dia em que fui almoçar com o Manuel Forjaz pela primeira vez. Tinham-me dito “tens que o conhecer”. Foi há mais de dez anos. Percebi porquê!

Sabia que tinha passado por algumas empresas, que tinha tido vários problemas, e que tinha fundado a sua Ideiateca. No primeiro almoço pouco falei. O Manel fez questão de se apresentar, de contar a sua história, de enumerar os seus feitos e amores.

Só na sobremesa lhe falei dos meus projectos para a Marketeer. Ouviu com a maior atenção do mundo, olhos abertos e mão a segurar o queixo e disse-me “ajudo no que for preciso”!

Desde esse dia, foi sempre assim. Falávamos com a regularidade de quem sabe que pode contar. Às vezes ligava-me a apresentar mais um projecto, a pedir-me ajuda para uma parceria, a perguntar se tinha o contacto de A ou B. Ou simplesmente a dar os parabéns por um artigo ou, ainda, a queixar-se por não ter recebido a revista do mês. Íamos almoçar ou pequeno-almoçar. Nunca passava muito tempo.

Eu devolvia com convites e iguais pedidos. O Manel gostava de escrever e de falar. E os leitores da Marketeer gostavam de o ler e ouvir. Foram vários os artigos de opinião que escreveu e alguns eventos em que participou.

Um dia, véspera de uma conferência da Marketeer, liguei-lhe ao final da tarde aflita: “Manel, preciso da tua ajuda… O Keynote speaker da conferência de amanhã acaba de ligar a dizer que não pode ir…”. Do outro lado ficou um quase silêncio até me dizer: “Conta comigo”. Depois, claro, não deixou de dizer que este tipo de convites não se faz! Eu sabia, e só o tinha feito porque era para ele. Porque nunca me disse que não, porque aprendemos a respeitar o trajecto um do outro, porque sabia que da noite para a manhã seguinte iria aparecer com uma apresentação fantástica.

O Manel abriu a conferência da Marketeer em 2011 como eu sabia que ele o faria. Foram várias as gargalhadas e aplausos que colheu no auditório do Museu do Oriente, recheado.

“Tens que conhecer estes miúdos”, dizia-me sempre. E houve muitos artigos publicados nas páginas da Marketeer de jovens empreendedores que me apresentou.

Foram também vários os artigos que escreveu para a revista. Decidimos voltar a publicar dois deles, de dois temas que lhe eram caros. Há marcas que refere que já não existem; e casos de empreendedores que cresceram como ele sempre acreditou. Como se o projecto fosse seu, como se a ideia tivesse sido pensada por si.

Obrigada Manel por nos teres ajudado a acreditar que vale a pena e que a Marketeer é uma grande revista,

M.ª João Vieira Pinto

 

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