Os carros modernos já não são apenas veículos: são verdadeiros computadores sobre rodas, capazes de recolher dados detalhados sobre o condutor, passageiros e hábitos de condução.
Desde localização e velocidade até expressões faciais e padrões de comportamento, estas informações podem ser vendidas a seguradoras, anunciantes e corretoras de dados, impactando seguros e campanhas de marketing direcionadas.
Um estudo da Mozilla revela que praticamente todas as marcas analisadas falham em proteger a privacidade do condutor. Com a conectividade automóvel a crescer, estima-se que até 2030 cerca de 95% dos veículos estejam ligados à internet, criando um vasto ecossistema de dados em tempo real.
Nos EUA, leis recentes exigem que os carros incluam câmaras biométricas e sistemas para detetar fadiga ou consumo de álcool, aumentando ainda mais a quantidade de dados sensíveis recolhidos. Especialistas alertam que, apesar dos benefícios em segurança e conveniência, os consumidores têm pouco controlo sobre como estes dados são usados, abrindo oportunidades para campanhas de marketing ultra-direcionadas, mas também desafios éticos significativos.
O futuro da mobilidade não é só sobre carros elétricos ou autónomos: é sobre quem controla os dados na estrada.














