As ações da gigante francesa do luxo LVMH subiram 3,5% esta sexta-feira, após a divulgação dos seus resultados trimestrais. Apesar de quedas nas vendas, os analistas detetaram “raios de esperança”, nomeadamente uma recuperação gradual no mercado chinês, um dos mais estratégicos para o setor.
O grupo, detentor de marcas como Louis Vuitton, Dior, Moët & Chandon e Hennessy, registou um volume de negócios de 19,5 mil milhões de euros no último trimestre, uma descida de 4% face ao período homólogo. A divisão de moda e artigos de couro, que inclui as suas marcas-âncora, caiu 9%.
Apesar do arranque de sessão negativo, os títulos da LVMH recuperaram ao longo do dia, impulsionando também outros nomes do setor como Kering e Hermès.
A performance da LVMH é acompanhada de perto por investidores e marcas rivais, especialmente num contexto de desaceleração generalizada no setor do luxo, agravado pelas pressões geopolíticas e comerciais, como as potenciais tarifas de importação nos EUA.
Com esta ligeira recuperação nas ações e uma abordagem mais disciplinada na gestão de custos, a LVMH mostra-se resiliente num mercado em transição. O futuro próximo dependerá muito da retoma asiática e da capacidade das marcas do grupo em manter a relevância e o desejo, mesmo em tempos de maior contenção.














