Influenciadores alavancam comércio nas redes sociais

Comprar online tem ganho um novo significado, especialmente ao longo do último ano. As plataformas de comércio electrónico – das próprias marcas ou marketplaces com várias insígnias – partilham o palco com as redes sociais. Instagram, Snapchat e Tik Tok estão entre as redes sociais que redobraram os seus esforços neste sentido: no Instagram, por exemplo, já é possível comprar sem sair da aplicação.

Esta nova dinâmica permite aos internautas pesquisar, descobrir e comprar no mesmo local. Conveniência é uma das palavras de ordem desta era, em que os influenciadores também desempenham um papel crucial. Segundo o eMarketer Retail, estas figuras estão a alavancar as compras nas redes sociais.

«Temos visto influenciadores a enriquecer a experiência de comércio social de várias formas e antecipamos ainda mais inovação no próximo ano», adianta Adam Williams, CEO da Takumi, uma agência dedicada a Marketing de Influência. No Instagram, o futuro poderá passar por um novo tipo de relação entre marcas e influenciadores: além de promoverem um artigo ou serviço, os influenciadores poderão ser contratados para anunciar, partilhar críticas e avaliações, fazer tutoriais e encaminhar os respectivos seguidores para a compra.

O eMarketer Retail deixa, no entanto, um alerta. As redes sociais têm sido, tradicionalmente, um espaço de pesquisa e inspiração. Os utilizadores não se mostram particularmente entusiasmados com a possibilidade de comprar também nestas plataformas. Ainda não se verifica um alcance e envolvimento massificado.

Em Dezembro do ano passado, 23% dos internautas norte-americanos tinha comprado algo através das redes sociais. Em Outubro deste ano, o número subiu para 31%. As mulheres estão mais despertas para esta hipótese, bem como os utilizadores entre os 18 e os 34 anos.

Não se trata apenas de facilitar o processo e melhorar os meios de pagamento. Apu Gupta, co-fundador e CEO da plataforma de comércio Curalate, sublinha que reduzir a fricção não é tudo: «Tem-se assumido que fazer uma publicação ‘shoppable’ no Instragam é suficiente. Muitas marcas estão a ignorar o facto de que os consumidores não vão necessariamente comprar alguma coisa da primeira vez que a vêem.»

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