Google lança inteligência artificial que “desenha” texto e pode ser mais rápida que o ChatGPT

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11/06/2026
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Google lança inteligência artificial que “desenha” texto e pode ser mais rápida que o ChatGPT

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A Google voltou a chamar a atenção do setor da inteligência artificial com a apresentação do Diffusion Gemma, um novo modelo que introduz uma abordagem radicalmente diferente na geração de texto.

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Em vez do processo tradicional, em que as respostas são construídas de forma sequencial, palavra a palavra, a tecnologia aposta numa lógica semelhante a “desenhar” o conteúdo na totalidade e refiná-lo progressivamente até alcançar o resultado final.

A proposta representa uma mudança relevante na forma como estes sistemas produzem linguagem e poderá marcar uma nova etapa na evolução dos modelos de IA, onde a velocidade passa a assumir um papel central na experiência do utilizador.

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O Diffusion Gemma integra a família Gemma, desenvolvida pela Google DeepMind. Estes modelos partilham tecnologia com o Gemini, mas distinguem-se por serem mais leves, flexíveis e preparados para execução local.

A família Gemma foi criada com o objetivo de tornar a inteligência artificial mais acessível e eficiente, reduzindo a dependência da cloud. Desta forma, os modelos podem ser executados diretamente em computadores, portáteis ou dispositivos móveis, reforçando a privacidade e autonomia dos utilizadores.

Neste contexto, o Diffusion Gemma surge como um modelo experimental que não se limita a responder perguntas, procurando também repensar a forma como o texto é gerado.

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A principal diferença face aos modelos tradicionais está no método de funcionamento. Sistemas como o ChatGPT geram texto de forma sequencial, prevendo palavra a palavra até completar a frase.

Já o Diffusion Gemma utiliza uma abordagem de difusão, semelhante à aplicada em modelos de geração de imagem. Em vez de construir o texto passo a passo, parte de uma estrutura global e vai refinando o conteúdo como um todo até obter uma versão coerente.

Na prática, o sistema não escreve como um utilizador a digitar, mas sim como se “imaginasse” a resposta completa e a ajustasse progressivamente.

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Segundo dados divulgados pela Google, o Diffusion Gemma pode alcançar uma eficiência de inferência até quatro vezes superior face a versões anteriores baseadas em geração sequencial.

Em ambientes de alto desempenho, como GPUs NVIDIA H100, o modelo terá atingido mais de 1.000 tokens por segundo, um valor que o coloca acima de sistemas como o ChatGPT em cenários de teste.

Este ganho traduz-se também numa redução significativa da latência, fator essencial para aplicações em tempo real, como assistentes virtuais, ferramentas de programação ou sistemas integrados em dispositivos.

 






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