FMCG: portugueses gastam mais mas compram menos

No acumulado do ano, até Setembro, o mercado de fast-moving consumer goods (FMCG) registou um aumento de 2,9% em valor. Porém, verificou-se uma quebra de 0,6% em volume, o que significa que os portugueses gastaram mais dinheiro mas compraram menos, face ao mesmo período de 2015.

A conclusão é da segunda edição do “Marcas+Consumidores” da Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca em colaboração com a Kantar Worldpanel. Segundo este estudo, as categorias de frescos e higiene do lar foram as que mais impulsionaram o crescimento do mercado FMCG, tendo aumentado 1% e 1,6% respectivamente. Já a alimentação embalada foi a que mais caiu (-1,1%).

No campo das promoções, 99,8% dos lares portugueses comprou pelo menos um artigo em promoção. Porém, para as marcas, a opção pelas promoções pode não ser assim tão proveitosa:  46% das marcas ganham compradores apenas via promoções, sem se conseguirem expandir. Adicionalmente, somente cinco em cada 100 marcas conseguem alargar a sua base de clientes exclusivamente fora de promoções. As restantes precisam deste tipo de iniciativas.

«As marcas devem ter presente que a diferenciação pelo preço atingiu uma forte saturação e, por isso, procurar novas estratégias para atrair consumidores viciados em promoções», refere Pedro Pimentel, director-geral da Centromarca. O responsável acrescenta que «mais promoção não é sinónimo de mais crescimento nem para as marcas nem para o mercado».

Quanto às bebidas, nos primeiros nove meses do ano registou-se uma uma tendência negativa na categoria de bebidas alcoólicas, que caiu 0,9%. As águas e os sumos estiveram, por isso, na origem da estabilidade do sector. No período do Verão, as bebidas não alcoólicas conseguiram, ainda assim, subir 2,2%, ao passo que as não alcoólicas aumentaram 8,4%.

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