A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Zurich Portugal anunciaram o lançamento do Programa de Resiliência Climática Urbana em Portugal. O projeto, que decorre entre 2026 e 2029, visa reforçar a proteção das comunidades perante os riscos climáticos, aumentando a sua preparação, capacidade de resposta e resiliência face a ondas de calor extremo e incêndios.
O programa arranca com planos de ação direcionados para Lisboa e Braga, com especial atenção às pessoas em situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, migrantes e famílias com baixos rendimentos.
O programa irá implementar uma estratégia centrada nas comunidades, assente numa tripla abordagem: promover a sensibilização e o conhecimento das populações sobre os riscos; facilitar o acesso a formação, ferramentas de preparação, exercícios de simulação e soluções locais, incluindo técnicas de primeiros socorros e planos familiares de emergência; e reforçar a coordenação entre os sistemas locais de alerta, as comunidades e os Serviços Municipais de Proteção Civil, contribuindo para respostas mais rápidas, articuladas e inclusivas.
“Os riscos climáticos, como o calor extremo e os incêndios rurais, estão a exercer uma pressão crescente sobre as pessoas e comunidades menos protegidas. Através do Urban Climate Resilience Program, estamos a trabalhar com a Zurich Portugal, a Cruz Vermelha Portuguesa, as autoridades locais e as comunidades para reforçar a resiliência e desenvolver soluções que possam ser impulsionadas e apropriadas pelas próprias populações”, comenta Charlotte Stemmer, Head of Adapting to Climate Change da Z Zurich Foundation.
O Programa de Resiliência Climática Urbana em Portugal integra o Urban Climate Resilience Program, uma iniciativa global liderada pela Z Zurich Foundation para apoiar comunidades urbanas vulneráveis afetadas pelas alterações climáticas.
A iniciativa pretende abranger mais de 100 mil pessoas e será gerida pela Zurich Portugal e pela CVP. “Os riscos climáticos são cada vez mais frequentes e intensos, exigindo uma resposta que comece muito antes da emergência. As instituições podem ter um papel importante na criação de condições para que as comunidades possam antecipar riscos, preparar-se e construir as suas próprias respostas. Esse trabalho só é possível através da colaboração entre comunidades, autoridades locais, organizações e outros parceiros do território, aproximando recursos, facilitando processos e valorizando o conhecimento e as capacidades já existentes. É assim que reduzimos vulnerabilidades e protegemos melhor as pessoas”, assevera António Saraiva, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.











