O café está a deixar de ser apenas o ponto final de uma refeição para assumir um papel cada vez mais relevante na experiência gastronómica. É neste território que a Nescafé regressa ao Chefs on Fire, levando a marca para um contexto onde gastronomia, criatividade, partilha e experimentação se cruzam. Com presença em Aveiro, Cascais e Foz Côa, a marca aposta numa experiência pensada para diferentes perfis e momentos de consumo, do espresso ao Slow Coffee, passando pelo café em grão e pelas bebidas frias.
Por Sandra M. Pinto
Em entrevista à Marketeer, Jorge Santos Silva, marketing manager de Nestlé Professional, explica a estratégia por detrás desta ativação, o papel dos eventos fora do lar na construção de proximidade com os consumidores e a forma como a Nescafé procura responder a um consumidor que valoriza cada vez mais qualidade, personalização e experiências. O responsável fala ainda sobre a evolução dos hábitos de consumo de café em Portugal, o crescimento das bebidas frias e o papel dos baristas enquanto verdadeiros embaixadores da marca.
O que representa para a Nescafé o regresso ao Chefs on Fire enquanto plataforma de ativação de marca?
O regresso ao Chefs on Fire é, sobretudo, uma parceria natural para Nescafé, num evento que partilha valores como a essência de comer e beber bem, criar, partilhar e celebrar. É uma oportunidade para integrar um contexto relevante para a marca e para o nosso público-alvo, reforçando a sua proximidade com consumidores que valorizam ofertas singulares e momentos de consumo ligados à gastronomia. Além disso, a nossa ação estende-se a todos os locais do evento – Aveiro, Cascais e Foz Côa -, marcando presença de forma transversal e levando esta experiência de marca um pouco pelo país.
De que forma esta parceria reforça o posicionamento da Nescafé no território da gastronomia e da experiência premium?
O Chefs on Fire é hoje uma referência no panorama gastronómico nacional, reunindo alguns dos melhores chefs nacionais e internacionais. Ao associar-se ao evento, Nescafé reforça a sua credibilidade no mundo da gastronomia, demonstrando a capacidade do café de integrar experiências exclusivas e de complementar propostas gastronómicas de excelência.
Que objetivos estratégicos e KPIs foram definidos para esta presença em 2026?
Os nossos objetivos passam por aumentar a notoriedade e experimentação, junto de consumidores e potenciais clientes que valorizam qualidade e experiência. Queremos com isto impactar as pessoas que estiverem no Chefs on Fire e também potenciais clientes que partilhem dos mesmos valores e posicionamento da marca.
Qual o papel dos eventos “fora do lar” na estratégia global da marca em Portugal?
Os eventos fora do lar são fundamentais porque permitem criar contacto direto com os consumidores em contextos relevantes. São oportunidades para proporcionarmos ocasiões memoráveis, demonstrar a qualidade dos nossos cafés e aproximar a marca de novas tendências, reforçando simultaneamente a nossa presença junto de operadores e parceiros do canal. Esta aposta está alinhada com a estratégia da marca de acompanhar os momentos de consumo mais importantes para os coffee lovers. Cada marca tem o seu posicionamento e no caso de Nescafé queremos proporcionar uma experiência distinta, por isso, a escolha dos eventos onde estamos tem de fazer o match perfeito com o posicionamento da marca. Portanto, o ambiente do Chefs on Fire é perfeito para Nescafé.
Como foi desenhada a experiência Nescafé para integrar e valorizar o conceito do Chefs on Fire?
A nossa presença foi pensada para complementar de forma natural o percurso gastronómico de quem participa no evento. Criámos uma oferta diversificada que acompanha várias ocasiões de consumo, desde a degustação da nossa variada gama de cafés, que podem ir desde Single Origin, como é o caso no nosso Nescafé Peru 100% Arábia, até blends selecionados e certificados, através do Slow Coffee, do clássico espresso ou de bebidas frias. A presença física da marca no evento varia consoante o local: em Aveiro marcamos presença com um ponto de café e, em Cascais, com dois. Estas sugestões são preparadas pelos nossos baristas certificados, procurando complementar a experiência que os Chefs de cozinha proporcionam. O objetivo é demonstrar a versatilidade do café, acrescentando valor à vivência do público no festival, sem nunca competir com a gastronomia.
De que forma o café pode elevar uma experiência gastronómica centrada no fogo, na partilha e na informalidade?
O café tem uma capacidade única de prolongar momentos de convívio e criar ocasiões de partilha. Aliás, já (quase) todos os vivenciámos, quer seja num evento, num convívio com amigos, ou em casa. Num evento como o Chefs on Fire, funciona como um elemento de harmonização e ligação que complementa sabores intensos e encerra ou prolonga a experiência gastronómica. Em suma, enriquece a visita de cada pessoa, adaptando-se ao ritmo com que esta é vivida.
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Que importância têm os baristas enquanto embaixadores de marca neste contexto?
Os baristas desempenham um papel fundamental na abordagem, pois são quem dá vida à experiência da marca. São responsáveis por traduzir conhecimento, qualidade e paixão pelo café num contacto humano e personalizado. Ajudam os visitantes a conhecer mais sobre o café, as diferentes origens, perfis aromáticos e as várias formas de consumo, tornando a experiência mais rica, indo para além do papel de preparar as bebidas.
A aposta no café em grão e no slow coffee reflete uma evolução do portefólio e das preferências do consumidor?
Mais do que uma evolução do portfólio, o que os consumidores procuram cada vez mais é, como já referido, experiências personalizadas e marcantes. O café em grão e o ritual do Slow Coffee vêm dar resposta a essa tendência: convidam as pessoas a abrandar, a desfrutar e a viver o momento. Para Nescafé, estas dinâmicas são uma forma de criar ligações genuínas com os consumidores, mostrando a versatilidade da marca e a sua capacidade de acompanhar diferentes contextos e ocasiões de consumo fora do lar, não apenas dentro de casa. Num contexto como o Chefs on Fire, onde a experiência é tão importante quanto o produto, esta abordagem faz todo o sentido, porque reforça valores como a partilha e a valorização do momento.
Como estão a trabalhar a diversidade da oferta, de Single Origin a bebidas frias, para diferentes momentos de consumo?
No canal HORECA, Nescafé tem acompanhando as principais tendências do mercado e as diferentes ocasiões de consumo ao longo do dia. Significa isto que a marca aposta continuamente numa oferta rica e diversificada, com uma gama de café em grão que inclui desde referências 100% Arábica Single Origin até blends equilibrados, capazes de responder a diferentes gostos e perfis de consumidores. Esta diversidade reflete-se também nas formas de consumo, que vão do espresso ao Slow Coffee e às bebidas frias. Complementamos ainda a nossa oferta com uma gama de cafés solúveis especialmente direcionada ao canal da hotelaria, proporcionando soluções práticas e consistentes para diferentes necessidades operacionais. Desta forma, enriquecemos a proposta de valor de Nescafé e garantimos soluções relevantes para os vários contextos de consumo.
As bebidas frias são uma tendência global: qual o seu peso atual e potencial no mercado português e quais as principais mudanças têm identificado no comportamento do consumidor de café em Portugal?
O café sempre teve um lugar central na cultura portuguesa e no nosso dia a dia. Contudo, os hábitos de consumo têm-se tornado mais diversificados e segmentados. De acordo com os dados de mercado que dispomos, o consumo de café a frio em Portugal apenas representa 4% do total de chávenas consumidas, mas junto das camadas mais jovens já atinge 12% do consumo e tem vindo a crescer muito rapidamente. As bebidas frias afirmam-se, por isso, como uma das categorias com maior potencial de crescimento no mercado do café, tal como as bebidas personalizadas e formatos inspirados nas coffee shops, o que alarga o consumo de café para além dos momentos tradicionais.
Embora Portugal continue a ser um mercado fortemente associado ao consumo tradicional do café espresso, verifica-se uma procura crescente por alternativas refrescantes, sobretudo entre consumidores mais jovens e em períodos de temperaturas elevadas. Vemos esta tendência como uma oportunidade relevante para atrair novos clientes e diversificar ocasiões de consumo de café.
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O consumidor está hoje mais orientado para experiência, personalização e qualidade?
Claramente. O consumidor procura hoje muito mais do que um produto; quer experiências relevantes e personalizadas. Nescafé responde através de um portefólio diversificado, da aposta na inovação, de momentos de experimentação e de ativações que permitem uma interação mais próxima com a marca. O objetivo é oferecer soluções que se adaptem a diferentes contextos.
Que aprendizagens retiram desta edição e que papel terão parcerias deste tipo na estratégia futura da Nescafé em Portugal?
Esta parceria reforça o posicionamento da Nescafé no consumo fora do lar, através da associação a um evento que cruza gastronomia com a criatividade. Para a marca, é uma oportunidade de demonstrar a versatilidade do café e de inspirar novas formas de consumo junto de consumidores cada vez mais recetivos à descoberta e à experimentação.
Ao mesmo tempo, a participação neste tipo de eventos permite-nos estar mais próximos dos profissionais da gastronomia, acompanhar a evolução das tendências do setor e compreender melhor as expectativas dos consumidores. Estas aprendizagens são fundamentais para continuarmos a desenvolver uma oferta relevante e adaptada ao consumidor.
Parcerias deste género terão, por isso, um papel importante na estratégia futura de Nescafé em Portugal, não apenas como plataformas de visibilidade para a marca, mas também como espaços privilegiados de contacto com a comunidade, onde podemos testar conceitos, identificar tendências e reforçar a ligação da marca ao universo da gastronomia e da inovação.












