Conquista de território

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Chegar a novos consumidores e estar presente em novos momentos de consumo é o objectivo da delta, que tem visto na música um meio para o alcançar

A associação da Delta Cafés aos eventos de música, com particular incidência nos festivais de Verão, surgiu a partir do reposicionamento da marca, alargando a estratégia a novos targets e territórios de consumo. Um dos objectivos passa pelo reforço da aproximação a um target mais jovem e alinhado com a imagem de marca.

Marco Nanita, responsável de Marketing da Delta Cafés, confirma que o objectivo tem sido plenamente alcançado. «Ainda assim é um work in progress, pelo que não só mantemos em 2019 a presença em alguns dos mais importantes festivais de Verão, como encaramos a continuidade da aposta nos próximos anos.» Ainda que esta presença se tenha tornado mais visível desde 2018, a verdade é que não houve uma inflexão no fio condutor da presença da Delta Cafés em festivais de música. O que a empresa faz é analisar em cada ano os eventos que mais se adequam à presença da marca. Certo é que a aposta na área da música é para manter, «face ao retorno amplamente positivo» que a empresa percepciona da associação aos festivais de Verão.

Mais do que falar em valores de investimento, a Delta Cafés salienta que destina aos eventos de música a fatia do seu budget anual que considera necessária e suficiente, não apenas para dar visibilidade à marca, como para obter retorno desse investimento. «As activações que realizamos são desenhadas tendo em conta a tipologia dos eventos e dos respectivos públicos.

Cada festival tem características e públicos diferenciados, pelo que, partindo dessa realidade, procuramos ter activações tailor made para cada evento», salienta o responsável. Mas o investimento da marca vai muito além das activações. A presença da Delta Cafés num festival de música envolve a nível de logística não só equipas internas, como também profissionais de empresas externas. «Entre a montagem e desmontagem de estruturas, serviço de café e activações, a presença em cada festival movimenta algumas dezenas de pessoas», assegura Marco Nanita.

O mesmo responsável deixa claro que a presença da Delta Cafés nos festivais de música é mensurável a dois níveis. Por um lado, têm o negócio directo no recinto dos eventos, com uma oferta que, além do espresso perfeito, tem vindo a incluir outras bebidas à base de café.«É precisamente esse contacto com os nossos produtos que, num segundo momento, tem maior impacto directo sobre as vendas, devidamente mensurado mas que, por princípio, não revelamos», comenta.

2018 foi um ano de várias estreias para a Delta Cafés. A marca foi, pela primeira vez, o café oficial do festival Iminente, que se realizou de 21 a 23 de Setembro no Parque Panorâmico de Monsanto, em Lisboa. «Associámo-nos ao festival Iminente por ser um evento diferenciador e disruptivo.

Mais do que um festival de música, o Iminente é um evento dedicado à arte urbana e à sustentabilidade ambiental, realidades que se enquadram na filosofia da nossa marca», justifica Marco Nanita. Também em 2018, pela primeira vez, Delta foi o café oficial do festival EDP Cool Jazz, que decorreu entre 11 e 31 de Julho, no recinto do Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.

O responsável da marca comenta: «O EDP Cool Jazz é um festival que tem vindo a conquistar terreno nos últimos anos, devido à programação de elevada qualidade – sempre com nomes de primeira linha nos territórios do jazz e da soul music -, bem como o formato pouco usual de distribuir os concertos por cerca de um mês.»

Em 2019 a Delta volta a sero café oficial do EDP Cool Jazz, com pontos de café no recinto do Hipódromo de Cascais e uma campanha nos pacotes de açúcar Delta, que nesta altura se encontra já em circulação. Ainda na região da Grande Lisboa, a marca apostou pela primeira vez n’O Sol da Caparica.

«O Sol da Caparica tem um conceito que nos agrada sobremaneira, por ser um festival para um público familiar e cuja programação assenta em artistas portugueses e oriundos dos países da lusofonia.»

E sendo a Delta um exemplo de portugalidade, a sua associação ao festival da Caparica acaba por fazer todo o sentido.

Café que (também) se bebe a norte

Uma aposta mais antiga, que conta já com quatro edições completas, é a do MEO Marés Vivas, em Gaia, também no mês de Julho.

Trata-se de uma das parcerias mais duradouras da Delta Cafés ao nível dos festivais. «Mantemos um excelente relacionamento com a PEV Entertainment, produtora do festival, além de reconhecermos ao Marés Vivas relevância e qualidade no cartaz que tem vindo a ser montado.»

Este ano lá estarão de novo em Julho, pelo segundo ano consecutivo, na antiga Seca do Bacalhau, depois de várias edições na praia do Cabedelo. Também a norte, no ano passado, a Delta Cafés apostou no Vodafone Paredes de Coura e no Douro Rock.

Em 2019 volta a ser café oficial do Vodafone Paredes de Coura. Sendo uma marca transversal a todo o País – além da presença cada vez mais ampla em mercados internacionais -, a Delta Cafés encara Portugal como um todo, incluindo naturalmente os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Os Açores, mais concretamente a ilha de S. Miguel, também estiveram na mira com a associação ao Monte Verde Festival pelo terceiro ano. «Estamos associados ao Monte Verde por ser o maior evento do género nos Açores. Mas, noutros contextos distintos, patrocinamos também naquela região autónoma os festivais Tremor e Walk&Talk.»

Este ano a Delta Cafés esteve já no NOS Primavera Sound, no Porto, e no Funchal Jazz, na ilha da Madeira. No início de Julho, o Grupo Nabeiro – Delta Cafés vai estar pelo segundo ano consecutivo no NOS Alive com a marca Delta Q e, no final de Agosto, vai ser, mais uma vez, o café oficial do Festival do Crato.

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