10 tendências no online para 2021

Por MindSEO

O online está em constante mudança e a sua presença cada vez mais forte na vida dos consumidores e das empresas, aliada aos efeitos da pandemia da COVID-19, tem ditado novas tendências. Todos os anos surgem diferentes tendências no online e em 2021 não será diferente.

A MindSEO reuniu 10 tendências no online para 2021 que deve acompanhar para fazer crescer o seu negócio online, adaptar-se às novas exigências de trabalho e destacar-se no mundo digital.

1.      Mobile commerce

Os consumidores sentem-se cada vez mais confortáveis com as compras através do online, enquanto privilegiam a conveniência. São os dispositivos móveis que permitem esta combinação e é pelos smartphones e tablets que o e-commerce está a ser impulsionado. Durante os últimos anos tem-se vindo a verificar um aumento das compras através de smartphones e, em 2021, segundo dados do Statista, prevê-se que 72,9% das compras online sejam feitas através de dispositivos móveis. Derivado destes números, as empresas sentem cada vez mais necessidade em investir em plataformas e aplicações de m-commerce, para responder às necessidades do consumidor com excelência, conforto, praticidade e rapidez, enquanto aumentam os seus volumes de vendas e facturação.

2.      Optimização da experiência de compra com recurso a AR

A situação pandémica está a limitar as compras presenciais, onde o consumidor tem oportunidade de tocar, analisar e muitas vezes experimentar o produto antes da sua decisão de compra. A Realidade Aumentada (RA ou AR) aproxima o consumidor de uma experiência real através do digital, criando experiências de compra mais seguras e satisfatórias, o que leva a que muitas empresas, dos mais variados sectores de negócio, pensem em investir nesta tecnologia. Experimentar uma peça de roupa, ver se determinado móvel fica bem na nossa sala, visitar um hotel antes de fazer uma reserva, ou estar presente em eventos e conferências noutro país são alguns exemplos do que continua a ser possível fazer através do investimento em AR.

3.      Visual commerce

O aumento do e-commerce tem vindo a exigir também mais qualidade das plataformas, no que se refere ao factor visual. Além disso, a pandemia está a limitar o contacto presencial com as lojas, local esse onde o consumidor pode experimentar o produto ou fazer questões aos colaboradores, o que faz com que o online tenha de ser capaz de cumprir com o seu papel de satisfazer as necessidades, dúvidas e desejos do consumidor à distância. Uma loja online tem como objectivo vender um produto com o qual o consumidor ainda não teve qualquer tipo de interacção e através do visual commerce é possível aproximar o consumidor de uma interacção física, o que significa que usar imagens convencionais na loja de e-commerce já não é suficiente. Investir em vídeos, AR, imagens 360º e conteúdos interactivos nas páginas de produto de uma loja online é agora um factor diferenciador na decisão de compra.

4.      Dynamic Pricing

A atribuição de preços dinâmicos, ou dynamic pricing, é a optimização de preços com base na procura e na oferta, na sazonalidade e nos negócios concorrentes. A verdade é que a atribuição do preço de um produto não é simples e deve ter em consideração uma série de factores para que não seja somente um valor criado por negociação ou expectativa do que o consumidor está aberto a pagar pelo produto. O dynamic pricing recorre à inteligência artificial e ao machine learning, o que permite a uma empresa manter os seus preços sempre competitivos, destacar-se e crescer nos marketplaces digitais com base na automação. É, por isso, uma tendência em vários sectores, pela sua agilidade, rapidez e benefícios. Este é mais um passo na transformação digital das empresas e as oportunidades da atribuição de preços dinâmicos para os negócios de e-commerce são o que fazem desta estratégia um factor a considerar por muitas empresas em 2021.

5.      Aumento da utilização das redes sociais como canais de compra

2021 será um ano marcado por uma maior tendência de integração das lojas online com as redes sociais. Em Maio de 2020, o Facebook anunciou a introdução das Facebook Shops, que visam tornar as compras online mais fáceis e apoiar sobretudo os pequenos negócios a lutarem contra todas as limitações consequentes da pandemia. Também o Pinterest implementou os Buyable Pins integrados com o Shopify para aumentar o engagment e as vendas online através desta rede social, assim como a integração do Shopify com o TikTok. As marcas reconhecem o potencial das redes sociais para impulsionar as suas lojas online, sendo o seu objectivo ir ao encontro do consumidor num sítio e momento de lazer e, por isso, esta será uma tendência marcante neste ano.

6.      Dados estruturados para SEO

O SEO – Search Engine Optimisation – continua a ser um factor chave na presença de qualquer marca nos meios digitais. Os dados estruturados, ou Shema Markup, permitem uma melhoria no rastreamento e categorização por parte dos motores de pesquisa, o que causa um impulso no SEO e a possibilidade de alcançar as posições desejadas nas SERP – Search Engine Result Pages. Esta forma de organização de dados fornece insights aos motores de pesquisa sobre o que os dados significam e representam, permitindo uma identificação clara e imediata da organização, serviços, eventos, críticas e opiniões, produtos ou outros conteúdos. Os dados estruturados permitem ainda obter resultados de rich snippets, que complementam a informação com imagens, preços, e outros dados que são relevantes para o utilizador e que aumentam a taxa de cliques.

7.      Publicidade programática

A publicidade programática, ou programmatic advertising, vem suprir a necessidade de oferecer mensagens personalizadas e relevantes, que impactem o utilizador em tempo real. A personalização aliada ao posicionamento e timing das campanhas acresce uma elevada eficiência da experiência de compra dos anúncios para campanhas de publicidade digital. No entanto, 2021 será um ano também marcado pela segurança e privacidade dos dados do utilizador, o que pode comprometer a qualidade das campanhas e da experiência online. Estamos a ver isto acontecer, por exemplo, com o anúncio da Apple sobre a actualização do iOS 14, que impacta a forma como as empresas rastreiam os dados do utilizador. Segundo um artigo desenvolvido pelo director executivo da MindSEO, Daniel Pereira, para a Forbes, se as empresas se adaptarem aos novos desafios da gestão de dados, a publicidade programática pode ser um recurso com grandes oportunidades para tornar a estratégia de publicidade mais bem-sucedida.

8.      Maior segurança da informação

Entre 2019 e 2020, segundo um estudo da Sophos a 5000 gestores de IT de 26 países, 51% das empresas foram vítimas de pelo menos um ataque de ransomware e, por isso, consideram prioritária a minimização do risco de ciberataques. Estes ataques de ransomware podem ocorrer aquando de falhas de segurança dos sistemas operacionais de transferência de dados entre servidores, computadores e outros dispositivos móveis. Sendo a segurança dos dados uma prioridade para as empresas este ano, é aconselhado colaborar com especialistas em segurança da informação, que criem medidas que previnam ataques de ransomware e phishing e reforcem os sistemas de backup e armazenamento de dados para apoiar na recuperação de informação após um ataque e, assim, minimizar os danos para a organização.

9.      First-party data – Server-side tracking

Desencadeado pela alteração da utilização de cookies, leis de rastreamento de dados e pela actualização do sistema iOS 14, que limitam a utilização de third-party data, as organizações estão a alterar a sua gestão de tratamento de dados, de forma a conseguirem manter uma comunicação eficiente e personalizada, mas que respeite a privacidade dos dados do utilizador. 2021 é um ano de mudança e trabalhar os dados em plataformas próprias do cliente – server-side tracking – revela-se uma necessidade. Neste tipo de gestão, a organização trabalha dados em plataformas próprias e não em plataformas de terceiros, passando a ter essencialmente first-party data. Isto permite ainda um controlo na partilha dos dados com plataformas de publicidade e um maior conhecimento por parte dos consumidores sobre o uso dos seus próprios dados, havendo mais transparência e sensação de segurança.

10. Marketing de conteúdo continua a crescer

O marketing de conteúdo tem sido fundamental na estratégia de marketing em contexto pandémico. As marcas reconhecem cada vez mais o marketing de conteúdo como uma forma de tornar os seus negócios credíveis e fortalecer a relação com os consumidores, enquanto os consumidores valorizam o conteúdo como um factor importante no relacionamento com as marcas e na tomada de decisão de compra. Segundo um estudo do Content Marketing Institute, 70% das empresas B2B têm a criação de conteúdo como top de investimentos para 2021. Este ano esperam-se estratégias de content que envolvam o lado emocional do consumidor, que contribuam para a humanização da marca e que desenvolvam relacionamentos mais fortes e duradouros, apoiadas por conteúdo visual dinâmico, realista e de qualidade – vídeos, live streaming e imagens dinâmicas.

As tendências no online estão a ser fortemente moldadas pelas consequências da pandemia do Covid-19, pelo que a privacidade, segurança no tratamento de dados e robustez das plataformas de e-commerce serão os pilares a trabalhar nos negócios com presença digital.

A MindSEO destacou 10 tendências no online para 2020 e todas elas continuam actuais e relevantes no ano presente. Existem cada vez mais ferramentas optimizadas de voice commerce e o live vídeo também é um tipo de conteúdo que cada vez mais empresas utilizam para reforçar a ligação com o seu público e gerar engagement. Também as tendências no online para 2019 e até para 2018 continuam em evolução: a inteligência artificial e machine learning têm registado um forte impacto na melhoria da experiência de compra online, a utilização de chatbots auxilia o processo de interaxção com a marca numa altura em que o contacto presencial está limitado e, por exemplo, a optimização para pesquisas baseadas na intenção, uma vez que o Google continua a privilegiar conteúdos que mostram uma clara satisfação da necessidade do utilizador.

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