O jornal norte-americano Washington Post vai avançar com uma vaga de despedimentos que deverá abranger centenas de jornalistas, numa das maiores reestruturações da sua redação nos últimos anos. A informação foi avançada pelo New York Times e confirmada pela agência Reuters.
Segundo a imprensa norte-americana, a decisão foi comunicada internamente durante uma reunião virtual com os trabalhadores, conduzida pela direção editorial. Os cortes deverão atingir várias áreas da redação, incluindo as secções de desporto e notícias internacionais, embora nenhuma equipa fique totalmente imune à redução de pessoal.
A medida surge num contexto de dificuldades financeiras persistentes, num momento em que o Washington Post enfrenta uma quebra no número de assinantes e continua a procurar um modelo de negócio sustentável num mercado mediático cada vez mais pressionado pela queda das receitas publicitárias e pela concorrência digital.
Apesar da dimensão dos cortes, a administração do jornal terá sublinhado que a cobertura de política e assuntos governamentais continuará a ser uma prioridade estratégica, por ser considerada essencial para atrair e reter leitores.
A decisão representa uma mudança significativa face a compromissos assumidos anteriormente pela gestão, que tinha garantido que as medidas de contenção de custos não afetariam diretamente a redação. O jornal, detido por Jeff Bezos, fundador da Amazon, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.













