Proximidade, inovação e conhecimento do mercado nacional são os pilares que a UNICRE aponta para continuar a impulsionar a transformação dos pagamentos em Portugal
Aos 52 anos, a UNICRE continua a fazer parte do quotidiano dos portugueses, acompanhando a evolução dos pagamentos e das formas de consumo no país. Num sector cada vez mais globalizado e dominado por grandes operadores internacionais, a empresa defende que a proximidade, o conhecimento do mercado nacional e a capacidade de responder aos desafios concretos dos negócios continuam a fazer a diferença.
Nesta entrevista, Luís Gama, Chief Marketing Officer da UNICRE, explica como uma marca 100% portuguesa tem acompanhado a transformação digital dos pagamentos, apoiado as PME na sua modernização e procurado equilibrar inovação, segurança e relação humana num mercado em constante mudança.
A UNICRE faz parte do nosso quotidiano há décadas. Que responsabilidade traz o facto de ser uma marca nascida em Portugal e ligada à evolução do consumo no país?
A UNICRE nasceu em Portugal há 52 anos, conhece profundamente o mercado nacional e tem acompanhado a forma como os consumidores e as empresas se relacionam com os pagamentos. Essa proximidade dá-nos uma responsabilidade acrescida: continuar a inovar, mas sempre com utilidade prática para os negócios.
Não basta acompanhar tendências, é preciso transformá-las em soluções que dão resposta a desafios concretos, ao mesmo tempo que são simples, seguras e eficazes para as empresas portuguesas, seja através da aceitação de MB WAY e Multibanco, do SoftPOS, do Click to Pay, do PIX ou de soluções de Buy Now Pay Later, como o Parcela Já com UNICRE.
Ser uma empresa 100% portuguesa significa, para nós, estar perto, compreender a realidade dos comerciantes e contribuir para que tenham ferramentas mais competitivas num mercado cada vez mais digital e exigente.
Num mercado financeiro cada vez mais globalizado e dominado por grandes players internacionais, que vantagens competitivas tem uma empresa 100% portuguesa?
Num mercado cada vez mais global, ser uma empresa 100% portuguesa dá-nos uma vantagem muito clara: conhecemos o país e as empresas portuguesas, e compreendemos os desafios de quem está todos os dias no terreno.
A proximidade é, para nós, um factor distintivo. Não somos apenas um fornecedor de soluções, somos um parceiro que está disponível, que fala a mesma linguagem dos clientes e que consegue envolver diferentes equipas para encontrar respostas rápidas e ajustadas.
Num sector em que muitas soluções tendem a ser cada vez mais padronizadas, acreditamos que a diferença está na capacidade de combinar inovação com relação humana, escala com conhecimento local e tecnologia com serviço. É esse equilíbrio que nos dá a possibilidade de continuarmos a ser relevantes para as empresas portuguesas.
Como tem evoluído a UNICRE para acompanhar a transformação dos hábitos de pagamento dos consumidores?
Passámos de um mercado muito centrado no numerário para um ecossistema onde os consumidores esperam pagar de forma imediata, conveniente e segura, seja em loja, online ou através de dispositivos móveis.
O nosso papel tem sido garantir que os comerciantes acompanham esta evolução sem complexidade acrescida. Isso significa disponibilizar soluções que respondem aos hábitos actuais dos consumidores, como Multibanco, MB WAY, carteiras digitais, Click to Pay, PIX ou pagamentos através de dispositivos móveis, mas sempre com uma lógica prática: ajudar os negócios a aceitar mais formas de pagamento, melhorar a experiência de compra e simplificar a operação.
A transformação dos pagamentos só cria verdadeiro valor quando é fácil de usar, segura e adequada à realidade de cada negócio.
De que forma o conhecimento do mercado português influencia a criação de produtos, serviços e soluções mais ajustadas às necessidades reais de consumidores e empresas?
O conhecimento do mercado português permite-nos desenvolver soluções com base na realidade concreta dos negócios, e não apenas em tendências globais. Um restaurante, uma unidade hoteleira, uma loja online, um operador turístico ou uma empresa de transportes não têm os mesmos desafios, e isso influencia a forma como desenhamos a nossa oferta.
Na UNICRE, essa leitura é feita através dos insights que recolhemos sobre hábitos de consumo, sazonalidade, evolução dos pagamentos e necessidades específicas de diferentes sectores. Essa informação ajuda-nos a perceber onde existem fricções, onde há oportunidades de crescimento e que soluções podem criar valor real para comerciantes e consumidores.
Temos, por exemplo, o Parcela Já com UNICRE, que responde à crescente procura por maior flexibilidade nos pagamentos, e o Click to Pay, uma solução da qual fomos o primeiro acquirer nacional a disponibilizar e que simplifica a experiência de checkout no comércio electrónico.
Como equilibram a agilidade exigida pela inovação com a confiança e segurança que os clientes esperam de uma instituição financeira?
A inovação no sector financeiro só cria valor se for acompanhada por confiança. Na UNICRE, olhamos para a tecnologia não como um fim em si mesmo, mas como uma forma de tornar os pagamentos mais simples, eficientes e seguros para empresas e consumidores.
Temos de ser ágeis para acompanhar a evolução do mercado, mas também muito rigorosos na forma como desenvolvemos, testamos e implementamos novas soluções. A REDUNIQ é o único acquirer português com certificação PCI-DSS, assegurando os mais elevados padrões internacionais de segurança e garantindo a protecção dos dados de consumidores e lojistas em todas as transacções.
A tecnologia tem, também, um papel cada vez mais relevante na prevenção de risco e fraude. A utilização de Inteligência Artificial (IA) e modelos de análise avançada permite identificar padrões anómalos, antecipar comportamentos de risco e reforçar a segurança das transacções, sem comprometer a simplicidade da experiência de pagamento.
Ao mesmo tempo, acreditamos que a confiança também se constrói pela proximidade. Os clientes sabem que têm uma equipa disponível, que compreende o seu negócio e que os acompanha na adopção de novas soluções. É esta combinação entre inovação, robustez tecnológica, segurança certificada e serviço próximo que nos permite evoluir sem comprometer aquilo que é essencial numa instituição financeira: a confiança.
Qual tem sido o papel da UNICRE no apoio ao tecido empresarial português, em particular às PME, num contexto de crescente digitalização do comércio?
A UNICRE tem procurado ser um parceiro de crescimento para as empresas portuguesas, em particular para as PME, que muitas vezes enfrentam o desafio de se digitalizar com menos recursos, menos tempo e equipas mais reduzidas.
Nesse contexto, o nosso papel é tornar essa transição mais simples e acessível. Conhecemos bem o tecido empresarial português e sabemos que uma PME não precisa só de tecnologia, mas sim de soluções que resolvam problemas concretos, que sejam fáceis de implementar e que ajudem a vender melhor, a receber com mais eficiência e a responder às expectativas dos consumidores.
É também por isso que trabalhamos com uma oferta pensada para diferentes sectores, como o turismo, a restauração, os transportes ou o retalho, onde os desafios operacionais são muito distintos. A proximidade das nossas equipas permite-nos ouvir os clientes, compreender a realidade de cada negócio e envolver as áreas necessárias, do gestor de cliente ao apoio técnico, marketing ou produto, para encontrar a melhor solução.
Sendo uma empresa nacional, até que ponto existe uma missão adicional de contribuir para a modernização da economia portuguesa?
Uma empresa como a UNICRE, nascida em Portugal e profundamente ligada à evolução dos pagamentos no país, tem a responsabilidade de colocar essa experiência ao serviço da modernização da economia nacional.
Isso significa ajudar empresas de todas as dimensões a acompanhar consumidores cada vez mais digitais, exigentes e habituados a experiências intuitivas.
A modernização da economia faz-se também nestes momentos muito concretos: quando um comerciante consegue vender melhor, receber de forma mais eficiente, reduzir fricção no pagamento ou responder a clientes nacionais e internacionais com mais conveniência.
O nosso papel é contribuir para que a tecnologia chegue ao tecido empresarial de forma útil, segura e próxima. Enquanto empresa portuguesa, queremos continuar a ser um parceiro que conhece o país, compreende os seus sectores e ajuda os negócios a serem mais competitivos, contribuindo para uma economia portuguesa mais moderna, competitiva e preparada para o futuro.
Que desafios enfrenta uma empresa portuguesa no sector financeiro quando compete com fintechs e operadores globais com escalas muito diferentes?
O sector financeiro é hoje muito mais aberto, competitivo e dinâmico, e isso é positivo para o mercado. A entrada de novos operadores, fintechs e players internacionais trouxe mais inovação, mais rapidez e novas expectativas por parte dos consumidores e das empresas.
O desafio não é continuar a evoluir nesse contexto, mas fazê-lo enquanto preservamos aquilo que nos distingue: o conhecimento profundo do mercado nacional, a proximidade aos clientes e a qualidade do serviço.
A escala é importante, mas não substitui a compreensão da realidade concreta de cada negócio. Muitas empresas valorizam ter um parceiro que está próximo, que fala a sua linguagem e que consegue adaptar respostas aos seus desafios. É nesse equilíbrio entre inovação, confiança e proximidade que a UNICRE quer continuar a afirmar o seu papel no sector dos pagamentos em Portugal.
A identidade portuguesa ainda é um activo estratégico, ou tornou-se um factor secundário face à competitividade?
A identidade portuguesa continua a ter muito valor, sobretudo porque está associada a uma relação de proximidade e a um conhecimento profundo da realidade económica do país. Num sector como o dos pagamentos, isso permite-nos compreender melhor os desafios dos diferentes negócios e acompanhar mais de perto a forma como os consumidores portugueses evoluem.
Ao mesmo tempo, essa identidade só é relevante se vier acompanhada de capacidade de inovação e de uma oferta competitiva. Hoje, as empresas procuram parceiros que combinem tecnologia, segurança, agilidade e serviço de qualidade.
Na UNICRE, acreditamos nessa combinação: uma marca portuguesa, com experiência no mercado nacional, mas com uma visão muito focada na evolução global dos pagamentos e na criação de soluções ajustadas às necessidades actuais dos negócios e dos consumidores.
O que distingue a cultura da UNICRE enquanto organização portuguesa e de que forma isso se reflecte na relação com clientes, parceiros e equipas?
A cultura da UNICRE distingue-se por uma combinação muito própria de experiência, proximidade e sentido prático. Somos uma organização portuguesa, com mais de 50 anos de história, e isso traduz-se numa forma de trabalhar muito ligada à realidade das empresas, dos parceiros e das equipas no terreno. Essa cultura vê-se, sobretudo, na relação com os clientes e, por isso, procuramos estar próximos, disponíveis e preparados para responder de forma concreta aos desafios de cada negócio.
Com os parceiros, essa mesma cultura traduz-se numa lógica de colaboração e construção conjunta. E internamente isso reflecte-se numa organização que valoriza o conhecimento acumulado, mas que continua focada em evoluir, inovar e simplificar.
Quando pensam no futuro, que papel ambicionam vir a desempenhar na próxima fase da transformação dos pagamentos em Portugal?
A UNICRE quer continuar a ter um papel activo na construção da próxima geração de pagamentos em Portugal. Acreditamos que essa fase será marcada por soluções cada vez mais integradas, invisíveis e inteligentes, em que o pagamento deixa de ser um momento isolado e passa a estar naturalmente incorporado na experiência de compra.
A nossa ambição é contribuir para que esta evolução aconteça de forma segura, competitiva e acessível para os comerciantes e as empresas portuguesas. Isso significa continuar a investir em novas tecnologias, em IA, em análise de dados, em prevenção de fraude, em soluções omnicanal e em modelos de pagamento que respondam aos novos hábitos dos consumidores. Queremos estar na linha da frente dessa transformação, ajudando a tornar o ecossistema de pagamentos em Portugal mais moderno, eficiente, competitivo e preparado para o futuro.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Empresas 100% Portuguesas” da edição de Junho (n.º 359) da Marketeer.












