São as entregas ao domicílio a solução para os restaurantes?

Os restaurantes estão a recorrer ao take-away e às entregas ao domicílio para tentar sobreviver ao encerramento a que a luta contra a propagação do novo coronavírus obriga. Alguns optam por assumir eles próprios o serviço de entregas, outros preferem formar parcerias com serviços como Uber Eats ou Glovo.

Dados da aplicação Open Table mostram que, nos Estados Unidos da América, houve uma quebra nas reservas de mesas em restaurantes (tanto online como pelo telefone), verificando-se ainda um recuo nas visitas sem reserva. No passado dia 9, a app notou uma descida de 14% face ao mesmo dia do ano passado. No dia 15, a queda mais do que triplicou (-48%).

Dados da CivicScience, reportados pelo eMarketer, indicam também que os consumidores norte-americanos estão a preferir comer menos vezes fora com receio do COVID-19. Na semana de 1 de Março, apenas 18% dos adultos inquiridos dizia ter mudado os seus hábitos; na semana de dia 15, 63% já afirmava estar a almoçar e jantar fora menos vezes.

As entregas parecem ser a solução, mas Adam Blacker, vice-presidente da Apptopia, sublinha que um possível aumento neste tipo de pedidos ao domicílio dependerá sempre do facto de os consumidores se sentirem seguros em fazê-lo ou não. Além disso, as pessoas que rumaram aos supermercados para encher as despensas não terão necessidade de pedir comida.

Por cá, as empresas que fazem entregas de refeições ao domicílio estão a ter cuidados especiais para que as vendas não baixem e todos os consumidores possam ter acesso aos seus restaurantes preferidos. A Uber Eats, por exemplo, oferece aos clientes a possibilidade de o estafeta ficar à porta do prédio, evitando um contacto mais próximo.

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