Quer um café Delta? Vá à farmácia

Foram três as áreas identificadas esta manhã por Rui Miguel Nabeiro, administrador da Delta Cafés, para ajudar a empresa no seu objectivo de chegar ao top 10 mundial das empresas de café nos próximos oito anos: novos momentos de consumo, conectividade e produtos funcionais. A estratégia de inovação para os próximos meses foi apresentada na Estufa Fria, em Lisboa, revelando o seu administrador que o grupo canaliza para Inovação cerca de 1% do seu volume de negócios que este ano, disse, «ficará acima dos 400 milhões de euros».

A área dos produtos funcionais é aquela que mais surpreende e aí foram apresentadas duas proposta: aQtive Coffees e o Delta Q Sweet Qoffee.

O responsável explicou que os aQtive Coffees são a primeira gama de cafés funcionais no mercado nacional tendo sido desenvolvidos em parceria entre o laboratório português EDOL (responsável pela exploração do produto nas farmácias) e a Diverge, o Centro de Inovação do Grupo Nabeiro. Segundo Rui Miguel Nabeiro, estarão disponíveis no mercado no primeiro trimestre de 2020 e no primeiro ano de comercialização a empresa espera vender um total de 600 mil cápsulas. Haverá dois blends funcionais: Delta Q Mind boost e o Delta Q Osteo. Ambas as fórmulas foram enriquecidas com vitaminas e minerais de maneira a combater o cansaço intelectual ou o desconforto articular.

Ciente da preocupação dos portugueses com a questão do açúcar e tendo em conta que 40% dos consumidores de café coloca açúcar na sua bebida, a Delta desenvolveu uma fórmula que com alfarroba adoça naturalmente o café não sendo necessária a adição de açúcar. Rui Miguel Nabeiro acredita que, no primeiro ano, serão vendidas cerca de um milhão de cápsulas, sendo o produto disponibilizando no ponto de venda a partir do primeiro trimestre do próximo ano.

Novos momentos de consumo

De maneira a responder a novos momentos de consumo, a Delta deu a conhecer três novidades do seu portrfólio para entrarem no mercado também durante o primeiro trimestre de 2020: Bruma, Lemon’Mate e Slow Coffee.

A Bruma foi descrita como um café frio à pressão. Sem álcool e 100% café, garantiu. «Imagino-me a bebê-la numa esplanada, na praia, ao por do sol.»

O produto Lemon’Mate está no portfólio de produtos da empresa como resultado da ligação do grupo Delta ao ecossistema de inovação. Numa parceria com a Why Not nasceu uma soda artesanal. O objectivo é alargar a família de produtos e estão já a ser desenvolvidos outras duas referências que deverão ver a luz do dia no próximo ano. Para já, o produto está disponível na lojas Go Natural, mas o objectivo é a expansão.

Depois de apresentar as duas alternativas saudáveis e frias para consumo ao final da tarde, Rui Miguel Nabeiro tirou da lista de novidades o Slow Coffee que nasce inspirado pela tendência de slow living. Chega, desde logo, com quatro blends, ora para pressing experience ora para dripping experience. Trata-se de um café para saborear com tempo e em boa companhia, disse. O seu pai, João Nabeiro, lembrou as origens alentejanas da empresa: «Tempo é o que não nos falta na nossa região.»

Nas novidades do grupo há ainda a destacar as que se referem à conectividade. Delta Go é o novo programa digital de fidelização destinado ao canal Horeca. Permitindo uma interação 24/7, estará disponível a partir de Janeiro. «Sem papéis, retira complexidade à relação», assegura o administrador. Foi desenvolvida pela ZoneSoft e permitirá aos clientes fazer encomendas, consultar a conta corrente e pagar facturas, entre outras funcionalidades. As novidades vão continuar a ser desenvolvidas estando já pensada a interacção com o software do ponto de venda.

Também a pensar no canal profissional – mas disponível apenas no segundo trimestre do próximo ano – foi desenvolvida uma nova geração de máquinas que verá como primeira filha a Quórum Qonect. A máquina conta com um ecrã touch que permite a ligação entre o equipamento e a cloud, sendo a informação recolhida e reencaminhada para o serviço de apoio à cliente. «Queremos de forma preventiva resolver as questões que possam surgir com a máquina», explicou Rui Miguel Nabeiro.

E se é verdade que todas estas inovações serão lançadas, primeiro, em Portugal, também o é que serão exportáveis sempre que os outros mercados as queiram receber. O administrador lembra que a Go Chill lançada no ano passado está com números semelhantes de vendas em Espanha e em Portugal.

Texto de Maria João Lima

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