Num mundo onde as marcas publicam cada vez mais nas redes sociais, um novo estudo da Semrush revela uma verdade desconfortável: os conteúdos que mais geram engajamento são, muitas vezes, os menos utilizados.
A análise foi feita ao longo de 12 meses e incidiu sobre os perfis de Instagram, Twitter (hoje X) e Facebook das maiores empresas de tecnologia do mundo. O objetivo? Perceber o que funciona e o que não funciona no universo cada vez mais saturado das redes sociais.
O resultado foi claro: o tipo de conteúdo tem um impacto muito superior ao do dia ou hora da publicação. E, ao contrário do que a maioria das empresas pratica, o volume não é sinónimo de eficácia.
No Instagram, os carrosséis , aqueles álbuns deslizáveis de imagens, foram o formato com maior índice de engajamento. No entanto, representaram apenas 21,1% das publicações feitas pelas empresas de tecnologia. Os vídeos foram o tipo de conteúdo mais publicado (41,7%), seguidos pelas imagens únicas (37,1%).
Já no Twitter e no Facebook, os conteúdos com imagens estáticas lideraram em termos de engajamento. Curiosamente, as marcas continuam a apostar maioritariamente em posts com links externos, 45% dos tweets e 57,5% dos posts de Facebook tinham este formato, provavelmente pela possibilidade de incluir uma chamada para ação (CTA) clara. Mas o retorno, em termos de interação, é francamente inferior.
Outro dado que desconstrói um velho mito: os horários mais populares para publicação (entre terça e quinta-feira, das 9h às 15h) não demonstraram impacto significativo no engajamento. Isto deve-se, em grande parte, ao facto de os algoritmos das plataformas deixarem de exibir os conteúdos por ordem cronológica, favorecendo a relevância percebida em vez da atualidade. Ou seja, publicar na “hora certa” já não é garantia de visibilidade.
A conclusão é simples, mas poderosa: as marcas devem parar de seguir fórmulas genéricas e começar a olhar para os seus próprios dados. O comportamento da sua audiência é único e só através da análise interna e contínua é possível perceber o que resulta realmente.
Se há uma nova regra para dominar as redes sociais, é esta: publica menos, mas publica melhor.













