Portugueses compram mais online mas prazo e valor das entregas ainda são entraves

O encerramento de muitos estabelecimentos durante o estado de emergência e as recomendações de distanciamento social impulsionaram o comércio electrónico em Portugal. Os mais recentes dados da Marktest mostram que 29% dos portugueses (cerca de um terço) passou a fazer mais compras online do que fazia anteriormente.

Este valor é mais elevado junto da faixa etária dos 18 aos 34 anos: 42% tem feito tantas compras como antes da pandemia e 33,1% está a fazer mais. No sentido oposto, 35% dos cidadãos com mais de 55 anos refere continuar a não fazer compras online, ainda que 30,2% admita estar a fazer mais do que anteriormente.

E o que têm comprado os portugueses online? Máscaras e produtos de desinfecção lideram, de acordo com o Barómetro de Opinião COVID-10 da Marktest. O top 10 dos artigos que os consumidores compram agora online e que anteriomente não compravam conta com máscaras/gel/álcool em primeiro lugar (20,1%).

Seguem-se electrodomésticos/electrónica de consumo (19,1%), vestuário e calçado (16,8%), produtos alimentares embalados (16,8%), produtos de higiene pessoal (14,6%) e produtos frescos (14,6%). No fim da tabela, surgem os produtos de higiene para o lar, livros/jornais/revistas, refeições preparadas e medicamentos.

Numa análise por idades, verifica-se que vestuário/calçado, electrodomésticos/electrónica de consumo e livros/jornais/revistas são as categorias em destaque junto dos mais novos (18-34 anos). Já no segmento dos 35-54 anos, surgem nos lugares cimeiros electrodomésticos/electrónica de consumo e máscaras/gel/álcool.

Por fim, os portugueses com mais de 55 anos mostram ter optado pelo canal online para comprar máscaras/gel/álcool e produtos de higeiene para o lar. É também neste segmento que a compra de medicamentos assume maior expressão.

Comprar online: sim, mas…

Prazos de entregas e valor dos portes são os principais entraves às compras online em Portugal, indica ainda o Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest. Embora o eCommerce esteja a crescer, há ainda alguns obstáculos que impedem um desenvolvimento mais acelerado deste canal.

Cerca de metade dos inquiridos pela Marktest revela que faria mais compras online se as entregas fossem mais rápidas. O valor dos portes é o segundo ponto mais referido, seguindo-se o número de lojas com plataforma electrónica disponível, a dificuldade do processo de entrega e do processo de compra.

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