Portuguesa Dune Bleue cria meias a partir de plástico do mar

A sustentabilidade já não é tema estranho à Dune Bleue, mas a empresa portuguesa dá, agora, um novo passo ao lançar umas meias produzidas a partir de plásticos recolhidos no mar. O novo produto resulta de uma parceria com o projecto Seaqual, que transforma detritos de plástico (linhas de pesca, garrafas e embalagens) em fio reciclado.

Este fio é, depois, utilizado pela Dune Bleue para dar vida a meias mais ecológicas. «Está a surpreender pela positiva com a qualidade», garante Ricardo Faria, CEO da companhia, em comunicado.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão, por seu turno, sublinha como o conceito de economia circular está na ordem do dia a nível europeu. Segundo Paulo Cunha, aquilo que está a acontecer na Dune Bleue «é um sinal inequívoco de que é possível introduzir essa circularidade na cadeia produtiva».

O autarca alerta, porém, que parte da responsabilidade também recai sobre o público. Também é importante «que o consumidor dê um sinal de adesão a este tipo de compra, influenciando o que é produzido».

Nascida em 2005, a Dune Bleue tem como missão acrescentar valor técnico a um produto habitualmente simples como a meia. Desenvolve soluções para a Casa Real Inglesa, artigos militares, hospitalares e de segurança para o trabalho.

Depois das meias feitas a partir de plástico do mar, a companhia tem como desafio a incorporação de fio de canábis em meias para fins terapêuticos. A novidade terá como destino o mercado norte-americano.

 

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