Para onde vamos?

Editorial
Marketeer
01/04/2011
18:37
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01/04/2011
18:37

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ricardo3Ao analisar diariamente a situação económica e política em Portugal, lembro-me cada vez mais de uma das célebres frases de Goethe, “quando não se sabe para onde se vai, nunca se vai muito longe”.

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E, na realidade, não me parece que hoje em dia alguém saiba para onde vamos.

Assim, o País e a sua economia andam errantes, sem destino marcado, ao sabor de ondas e ventos que sopram nas mais variadas direcções, mas sem qualquer objectivo definido.

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Todos os dias nos afundamos mais, todos os dias nos afundam mais. Mas não culpemos os outros, pois os mais culpados somos nós.

Andamo-nos a enganar uns aos outros há muito tempo. Andamos a fingir que está tudo bem. Andamos a fazer de “avestruz”, e à boa maneira portuguesa, a “empurrar com a barriga para a frente”, à espera que alguém resolva.

Mas, e como sempre, chega a um ponto em que não dá para esconder mais, e tudo à volta são espelhos e, por isso, temos mesmo de olhar para nós próprios.

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Ao menos aproveitemos este momento difícil para mudar o nosso modo de analisarmos e resolvermos os problemas.

Enfrentemo-los de frente e com o claro intuito e objectivo de os ultrapassar e derrubar, e não de os contornar.

Uma palavra muito especial para o Arq. Souto Moura que, vencendo com todo o mérito o prémio Pritzker 2011 (o Nobel da Arquitectura), prova mais uma vez o valor dos portugueses, e o reconhecimento mundial do que estes são capazes de fazer. Parabéns.




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