Com o arranque de fevereiro, o mercado português de telecomunicações regista uma nova dinâmica de preços, impulsionada sobretudo pela presença crescente de operadores de baixo custo. Descubra as opções mais baratas segundo a análise da DECO PROteste, que se centra nos tarifários de internet fixa, internet móvel, televisão e pacotes combinados.
Internet fixa: as diferenças continuam acentuadas
Para consumidores que só precisam de internet fixa, a diferença de preço face aos operadores tradicionais continua acentuada. Enquanto Meo, Nos e Vodafone mantêm preços entre 29,99 e os 31 euros por mês, a Digi oferece o mesmo serviço por 10 euros mensais — com contrato de fidelização de apenas três meses.
Já as restantes marcas low-cost — Uzo, a Woo e a Amigo — posicionam-se num patamar intermédio, com preços na ordem dos 15 euros, , enquanto a operadora regional a LigaT — presente em regiões como Montijo, Malveira, Torres Vedras e Caldas da Rainha — pratica valores semelhantes, sem exigir fidelização.

Internet móvel Uzo, Woo e Amigo aproximam-se das ofertas mais baratas
No segmento de internet móvel, já é possível contratar pacotes com pelo menos 100 GB de dados por preços compreendidos entre 5 e os 15 euros mensais. Em fevereiro, Uzo, Woo e Amigo reduziram os valores de alguns tarifários de oito para seis euros, ficando apenas um euro acima das ofertas mais baratas disponíveis no mercado, nomeadamente da Digi e da Lyca Mobile.
Já a Nos, Vodafone e Meo praticam preços na ordem dos 15 euros mensais.

Tarifário de televisão, internet fixa e internet móvel mais barato
Para quem procura um pacote que inclua televisão, internet fixa e móvel, os preços também variam consideravelmente. Nos operadores low-cost, estes pacotes — com um cartão adicional de dados móveis com pelo menos 100 GB — estão hoje entre 24 e 32 euros por mês. Em fevereiro, a Uzo, a Woo e a Amigo reduziram os preços de 30 euros para 26 euros mensais.
Já a Nos (59,99 euros), a MEO (63,99 euros) e a Vodafone (65,50) continuam a ser as opções mais caras.
Contudo, a DECO PROteste alerta que os pacotes mais baratos têm menos canais de televisão incluídos e, nalguns casos, não oferecem uma box de TV física, obrigando o utilizador a depender de aplicações em dispositivos como Android TV ou Apple TV para aceder ao serviço de televisão.

Tarifários de televisão, internet fixa e internet móvel com 2 cartões registam os maiores aumentos
No segundo mês do ano, os maiores aumentos registaram-se nos pacotes de televisão, internet fixa e internet móvel com dois cartões, com a NOS, a MEO e a Vodafone a anunciarem subidas de preço.
Nas ofertas com dois cartões de dados móveis, as marcas low-cost continuam a liderar os preços, ainda que algumas — como a Digi, que oferece o pacote mais barato por 29 euros — tenham cobertura 5G ou fibra ainda limitada em determinadas zonas do país, aponta a DECO PROteste.
Entre os operadores tradicionais, a Nos é a opção mais barata (67,99 euros), seguida pela Meo (69,99 euros) e Vodafone (71,50 euros).

Tarifários de televisão e internet fixa mais baratos
No caso dos pacotes com internet fixa e serviço de televisão com uma velocidade de download de, pelo menos, 200 Mbps, pelo menos 50 canais incluídos e fibra ótica, os preços praticados pela Digi continuam a ser os mais baratos, sendo que em fevereiro não se registaram alterações nos preços dos tarifários para novos contratos.
Nas ofertas das marcas low-cost, as características dos serviços são muito semelhantes às dos oferecidos pela Digi, contudo, mais de um ano após a chegada a Portugal, a Digi continua sem contrato para a distribuição de alguns canais, como a CMTV, a SportTV ou a DAZN (antiga Eleven Sports).
Mas não é a única. Em todos os pacotes dos operadores low-cost existem, ainda, alguns canais indisponíveis, aponta a DECO PROteste.
Já nas ofertas dos três grandes operadores de telecomunicações – Meo, Nos e Vodafone –, além do preço mais elevado, na ordem dos 45,50 euros, a maior desvantagem é o período de fidelização de 24 meses.













