Nokia vai eliminar 10 mil postos de trabalho

A Nokia reviu em baixa as suas estimativas de lucros pela segunda vez este ano e anunciou que pretende despedir até 10 mil trabalhadores em todo o mundo, o que corresponde a cerca de 25% da força laboral da empresa.

A companhia, que recentemente perdeu o estatuto de maior fabricante mundial  de telemóveis para a Samsung, revelou ainda que pretende encerrar algumas fábricas na Finlândia, Alemanha e Canadá, de acordo com um comunicado emitido hoje pela Nokia, citado pela agência Bloomberg. Para além disso, alguns executivos de topo, como Niklas Savander, Mary McDowell e Jerri DeVard vão abandonar a administração da empresa.

Com estas medidas, a Nokia estima reduzir as depesas em 1,6 mil milhões de euros. As medidas integram um plano de reestruturação da empresa levado a cabo pelo presidente executivo, Stephen Elop, que iniciou funções em 2010, no sentido de inverter o ciclo de perdas e a quebra de vendas. A Nokia tem vindo a perder terreno para as concorrentes Apple e Samsung e há quatro trimestres consecutivos que regista prejuízos, segundo a Bloomberg.

«Temos de repensar o nosso modelo operativo e assegurar que criamos uma estrutura que possa suportar a nossa ambição competitiva», afirma no comunicado Stephen Elop.

No primeiro trimestre do ano, as vendas da Nokia recuaram 24% em relação ao período homólogo, o que permitiu à sul-coreana Samsung terminar com o reinado de 14 anos da empresa finlandesa enquanto maior fabricante mundial de telemóveis.

Segundo a Bloomberg, as acções da fabricante sediada em Espoo, Finlândia, desceram para mínimos de 1996, empurrando o valor da empresa para baixo da barreira dos 10 mil milhões de euros. Desde que a Apple lançou o iPhone, em 2007, a Nokia perdeu mais de 70 mil milhões de euros em termos de valor de mercado.

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