Mundicenter: «Temos que sair desta crise juntos, centros e lojistas»

Os centros comerciais da região da Grande Lisboa abriram em pleno esta segunda-feira. No caso do Amoreiras Shopping Center – que se manteve sempre de portas abertas, com espaços de restauração ou farmácias a funcionar mesmo em tempo de pandemia –, o ritmo voltou em jeito de normalidade. Excepto que, como informa Fernando Oliveira, administrador da Mundicenter, agora quem vem «é para comprar, já não é para passear».

Neste espaço comercial no centro de Lisboa, o impacto da Covid-19 nas vendas foi «brutal», segundo o responsável, lembrando que lojas, como as de moda, estiveram um trimestre de portas fechadas. Razão que levou a Mundicenter a desenhar todo um plano de apoios aos lojistas. «Os centros comerciais não existem sem lojistas e, estes, aqui em Portugal, não existem sem centros comerciais. Neste momento, as ajudas no seu todo são de 350 milhões de euros. Nós, enquanto Mundicenter, neste momento já anunciámos 20 milhões de euros de ajudas aos lojistas, para os vários centros», adianta enquanto explica que foi feito um plano de apoio transversal, que cobre 85% das lojas, em que foram perdoadas algumas rendas e disponibilizada uma moratória de parte de rendas a pagar em 2020 e 2022. «Até porque sabemos que há lojistas que vão precisar de todo o apoio e outros que não vão precisar de apoio nenhum.»

Por ali, desde o início que foram adoptadas práticas para garantir os bons comportamentos. Agora, foram reforçadas: «Melhorámos a sinalética de circulação, de entradas e saídas, de indicação de espaços de espera junto aos elevadores, reduzimos a lotação dos elevadores – para duas pessoas no máximo –, incentivamos a que usem as escadas. Por outro lado, estamos a reforçar os dispensadores de gel em vários pontos do centro – entradas, junto às escadas rolantes e aos elevadores –, para além de que todas as lojas têm um dispensador de gel à entrada e junto ao balcão, além da indicação de lotação máxima por loja.»

Em paralelo, houve maior investimento ao nível da limpeza e desinfecção, que se juntam à higienização. «No caso da restauração, por exemplo, há pessoas dedicadas apenas à desinfecção das mesas», garante, lembrando ainda que foi dada indicação aos vigilantes para perceberem se quem visita o espaço está a ter os comportamentos adequados. «Por isso é que eu acho que os centros comerciais são dos locais mais seguros para as pessoas andarem», defende Fernando Oliveira, para quem os centros da Grande Lisboa deveriam ter aberto na mesma data que os do resto do País.

No Amoreiras, estão praticamente todas as lojas a funcionar, à excepção dos cinemas e outras três. E há um controlo total do número de entradas e saídas, para garantir que a nova lotação máxima (1.900, sem contar com empregados das lojas) é mantida. A partir daí, todas as entradas de acesso ao centro, assim como as cancelas do parque de estacionamento, são fechadas.

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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