O comércio eletrónico de moda continua a crescer a nível global, com os marketplaces e operadores nativos digitais a assumirem-se como as principais ameaças aos grandes retalhistas tradicionais. De acordo com a série “Mapa da Moda”, do site Modaes, o top 10 do e-commerce de moda em 2024 é dominado por gigantes dos EUA e da Ásia, com volumes de negócios muito acima dos registados pelos concorrentes europeus.
A Amazon mantém-se firme no trono mundial. A gigante norte-americana, segunda empresa com maior faturação global em 2024, iniciou uma reorganização estratégica e lançou uma nova secção de preços baixos para enfrentar concorrentes asiáticos como Shein e Temu, colocando-a em primeiro lugar deste Top 10.
JD.com continua a ocupar o segundo lugar, com um crescimento de 6,4% em 2024. A gigante chinesa alcança 6,4% de faturação em 2024. Em terceiro lugar surge o grupo Alibaba, proprietário de AliExpress e Miravia, que se aproxima da vice-liderança apesar de estar sob investigação na Europa por possível venda de produtos ilegais.
A Walmart destaca-se como o único operador não-nativo digital no top 5, ocupando o quarto lugar com 121 mil milhões de dólares em vendas online.
A principal mudança acontece na quinta posição, onde a Temu ultrapassa a Shein. Apesar de um início de 2025 desafiante, com uma quebra de 47,5% nos lucros devido à crise das tarifas, a Temu aposta agora no modelo EUA para EUA para manter a competitividade.
Já a Shein atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história: Perdeu 15,6% da faturação e falhou a entrada em bolsa tanto nos EUA como no Reino Unido, voltando agora a apontar para Hong Kong.
Na Europa, a alemã Otto Group desce no ranking após vender a About You à Zalando. Já o Mercado Livre estreia-se em oitavo lugar, num ano marcado pela saída do seu fundador Marcos Galperín.
A Zalando, apesar de cair na tabela, triplica os lucros em 2024 e conclui a aquisição da About You, ficando em nono lugar.
A fechar o top 10 surge a Asos, que começa a recuperar após um ano difícil. Saem do ranking eBay e Veepee, refletindo as mudanças no setor e a crescente pressão dos novos gigantes digitais.














