Os medicamentos GLP-1 têm vindo a transformar a gestão de peso, ajudando a reduzir o açúcar no sangue, o risco cardiovascular e até alguns comportamentos aditivos. Mas o seu impacto vai além da saúde, cruzando-se com beleza, bem-estar e pressões sociais, o que coloca desafios às marcas que se dirigem às mulheres.
Apesar dos benefícios clínicos, a associação destes fármacos a celebridades e à estética pode ofuscar o seu valor terapêutico, sublinha a mintel. Promovê-los como soluções rápidas pode também desviar a atenção de hábitos sustentáveis, como escolhas alimentares equilibradas, gestão do stress ou acesso a opções mais saudáveis.
Para muitas mulheres, perder peso está ligado a sentir-se bem, mas este objetivo é moldado por padrões sociais que continuam a associar magreza a disciplina ou valor pessoal. Isso aumenta a ansiedade ou o sentimento de culpa ao recorrer a medicamentos, mesmo com fins de saúde.
Os GLP-1 não precisam de reforçar a cultura das dietas restritivas. Podem integrar-se numa abordagem de saúde centrada no bem-estar, quando apresentados como ferramentas de apoio, e não como atalhos estéticos. O desafio das marcas é ajudar as consumidoras a tomar decisões informadas sem reforçar ideais prejudiciais, promovendo uma visão inclusiva de saúde.
Três recomendações para as marcas
Basear produtos e comunicação em ciência e empatia – Mensagens credíveis e fundamentadas em evidência científica geram confiança e respeitam o percurso de cada mulher.
Investir em educação e produtos complementares – Informar sobre saúde hormonal e gestão de peso, oferecendo soluções que apoiem mudanças em alimentação, atividade física e bem-estar mental.
Promover diversidade e inclusão – Mostrar diferentes tipos de corpo e objetivos de saúde. “Sentir-se bem” não significa ser magra, mas ter energia, vitalidade e autonomia.













