Marketers e consumidores divididos quanto à eficácia da IA no comércio digital

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Marketeer
20/02/2026
11:40
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Num cenário em que as marcas e profissionais de marketing apostam cada vez mais em inteligência artificial (IA) para otimizar estratégias digitais, uma novo estudo revela um hiato significativo entre aquilo que os especialistas acreditam e aquilo que os consumidores realmente dizem experienciar.

Os resultados do estudo da consultora Billion Dollar Boy e que envolveu 4.000 consumidores, 1 000 criadores de conteúdo e 1.000 profissionais sénior de marketing do EUA e Reino Unido deixam claro que a confiança na IA varia radicalmente entre os profissionais e os consumidores.



Isto tendo em conta que apesar de 79% dos marketers e 77% dos criadores acreditarem que a IA fornece recomendações de produtos de alta qualidade, esta opinião é partilhada apenas por 35% dos consumidores.

Por outro lado, enquanto 80% dos profissionais dizem que a IA tem potencial para melhorar a experiência de compra online, os consumidores mostram-se muito mais céticos.

Praticamente metade dos entrevistados do lado profissional (49%), no entanto, também expressa receios de que recomendações geradas por IA possam reforçar vieses, sobretudo quando impulsionadas por incentivos comerciais e posicionamentos pagos.

Além disso, mais de 63% afirmam sentir-se desconfortáveis com o uso de dados de navegação e histórico de compras pela IA para personalizar recomendações.

O estudo sublinha que, apesar das promessas de eficiência, escala e rapidez que as ferramentas de IA oferecem, existe uma suspeita persistente do lado do consumidor, que privilegia recomendações autênticas e a “humanidade” por detrás das sugestões de compra.

Thomas Walters, chief innovation officer da Billion Dollar Boy, reforça esta ideia. “As marcas que cultivarem um ecossistema próspero de recomendações confiáveis ​​e lideradas por criadores vão assumir a liderança, porque é exatamente nisso que tanto os consumidores como os sistemas de IA se irão basear ao decidir o que comprar”, refere citado pela Warc, que divulgou os resultados do estudo.

“As marcas não vencerão ao produzirem mais conteúdo, mas sim ao fornecerem provas mais credíveis”, acrescenta.

O desfasamento entre a confiança dos profissionais e dos consumidores levanta assim questões estratégicas importantes para as marcas uma vez que a IA, apesar de poderosa, não substitui a construção de credibilidade e que a automatização pode acelerar recomendações mas está sempre refém da crítica do consumidor que continua a gostar de uma percepção de autenticidade.




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