Marcas em tempo de COVID-19: entrevista a João Palmeiro, API

São os 15 milhões de euros que o Governo tem disponíveis para a compra antecipada de publicidade institucional suficientes para aliviar as consequências do COVID-19 na comunicação social? João Palmeiro, presidente da Associção Portuguesa de Imprensa (API), afirma que não conhece nenhum editor que ache que a publicidade seja muita.

O responsável sublinha ainda que este é um negócio e não um apoio. Se fosse um apoio, as regras teriam de ser muito diferentes daquelas que estão em cima da mesa neste momento e que, na verdade, não são muito claras para já. João Palmeiro diz que não é uma medida muito diferente daquilo que já acontece habitualmente. O único benefício está mesmo no pagamento antecipado do espaço publicitário.

«É a via mais rápida, a mais eficaz e a via que impede aquelas discussões do costume sobre se os meios vão ficar reféns do Estado», sublinha João Palmeiro, lembrando uma vez mais que este é um negócio. No futuro, é possível que seja necessário discutir também apoios, mas será já numa situação de maior equilíbrio em termos de tesouraria das empresas.

O presidente da API refere ainda, em conversa com M.ª João Vieira Pinto, directora de redacação da revista Marketeer, que a compra de publicidade anunciada para já é algo de que o Estado precisa. As pessoas têm de ser bem informadas e conhecer os objectivos do Estado, nota o responsável.

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