Kodak vê luz ao fundo do túnel

Pode estar próxima, finalmente, a solução que a Eastman Kodak procurava há meses para sair da situação de bancarrota. A fabricante de máquinas e material fotográfico recebeu uma proposta de um consórcio no valor 500 milhões de dólares (aproximadamente 386,7 milhões de euros) pela sua carteira de patentes, avança o Wall Street Journal.

O portefólio, que inclui cerca de 1100 patentes digitais, está à venda há praticamente um ano e meio, mas não havia, até ao momento, registo de interesse por parte de qualquer potencial comprador. Esta foi sempre vista como a solução prioritária para a Kodak, que precisa urgentemente de financiamento, mas a empresa ainda não respondeu à oferta, de acordo com o Wall Street Journal. Segundo a mesma fonte, o consórcio inclui algumas empresas tecnológicas sediadas em Silicon Valley e empresas especializadas na aquisição de patentes.

Em Janeiro, a Kodak apresentou um pedido de protecção contra os credores – previsto no capítulo 11 da Lei da Falência dos Estados Unidos, e no mês passado chegou mesmo a acordo com os credores para o empréstimo de 830 milhões de dólares (641 milhões de euros). Porém, os empréstimos só irão avançar caso a empresa consiga vender a sua carteira de patentes pelo montante mínimo de 500 milhões de dólares.

Contactada pelo Wall Street Journal, a Kodak recusou comentar a notícia, alegando que os termos do leilão são confidenciais.

A Eastman Kodak teve o seu pico nos anos 80 do século XX, altura em que empregava mais de 145 mil pessoas em todo o mundo. Porém, a empresa, fundada em 1880, sentiu dificuldades na transição da era analógica para a digital, e perdeu quota de mercado para concorrentes como a Canon ou a Hewlett-Packard (HP).

Após ter apresentado o processo de falência, o CEO da Kodak, Antonio M. Perez, traçou um plano para a reestruturação da empresa que passava pelo enfoque na venda de impressoras a consumidores. Porém, a empresa foi obrigada a encerrrar o seu negócio de impressoras, e agora a estratégia passará essencialmente pela venda de equipamentos de impressão, sob a marca Prosper Press, e serviços a empresas. A Kodak estima que as suas áreas de negócio que ainda restam acumulem receitas de 2,7 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) em 2013.

No início deste ano, a Kodak anunciou que a sua carteira de 1100 patentes estava avaliada em 2,6 mil milhões de dólares (2 mil milhões de euros).

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