João Lopes: «É preciso começar a desenhar vários cenários com diferentes níveis de impacto.»

O que ficará depois deste “buraco negro” do novo coronavírus? Que marcas iremos ter? E como é que passarão a estar e a comunicar? Não sendo possível qualquer previsão clara e certa, fomos, contudo, tentar perceber de que forma é que algumas das maiores empresas e marcas em Portugal estão a reagir e como esperam sair do momento mais crítico de todos os tempos, a nível mundial. Vamos todos dar a volta?

João Lopes, CEO da Medinfar

O que está a ser feito, neste momento, para que a sua marca não perca relevância?

O Grupo Medinfar, como empresa do sector farmacêutico, está numa das primeiras linhas para combater esta situação de pandemia que vivemos. De um ponto de vista de empresa, estamos a fazer todos os esforços para que os nossos medicamentos e produtos de saúde continuem a chegar àqueles que precisam. Com todos os constrangimentos e as limitações que são impostas no nosso dia-a-dia, e bem, tudo acaba por ficar mais complexo, mas a verdade é que, fruto de um empenho inexcedível das nossas equipas, temos conseguido honrar a nossa missão de compromisso com a saúde dos portugueses.

Seja na área de fabrico de medicamentos, na área da saúde do consumidor, na área dos medicamentos sujeitos a prescrição médica, seja no fabrico de medicamentos e também na área da saúde animal, continuaremos a estar presentes, porque se há ensinamento que tiramos desta situação é que a saúde é o nosso bem mais precioso, e nós faremos tudo o que está ao nosso alcance para que ela não falte.

E depois deste “buraco negro”, a sua marca será a mesma?

Quando tudo isto passar, e esperemos que seja o mais rapidamente possível, vão ficar marcas profundas na nossa sociedade.

Para além do incrível impacto social e económico que esta situação vai trazer, e digo incrível porque hoje é absolutamente impossível saber o que vamos ter pela frente, na certeza de que teremos um impacto gigante, a grande dificuldade pela qual estamos todos a passar é o facto de não sabermos com segurança quando é que vai passar a pandemia. Posto isto, é ainda muito difícil conseguir vislumbrar o “depois”, mas é preciso começar a desenhar vários cenários com diferentes níveis de impacto.

O que é fundamental para nós é continuar a manter o nosso compromisso com a saúde, e para isso temos de conseguir continuar a “chegar” àqueles que precisam dos nossos produtos. Acho que a palavra-chave é o “chegar”, pois com todas estas alterações que estamos e iremos viver na sociedade, esse “chegar” vai ser certamente diferente, e esta é uma das áreas onde nos devemos focar.

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