Inteligência artificial entra no quotidiano de mais de metade dos portugueses

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16/02/2026
11:55
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Portugal lidera a adoção de ferramentas de inteligência artificial generativa (Gen AI) na Europa, com 62% dos portugueses a afirmarem que as utilizam regularmente, acima da média europeia de 52%. Os dados constam do estudo European Consumer Gen AI Sentiment & Behaviour, da Bain & Company, que analisou cinco dos principais mercados digitais do continente — Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha.

O relatório revela que, embora a maior parte do uso seja pessoal, os primeiros contactos com estas tecnologias ocorreram maioritariamente em contexto académico ou profissional. Em apenas quatro anos, a adoção em Portugal disparou de 6% para 62%, refletindo uma rápida integração destas ferramentas no dia-a-dia dos portugueses.

O estudo evidencia também mudanças nos hábitos de pesquisa online. Cerca de seis em cada dez utilizadores já não clicam em sites quando a informação é apresentada em resumos gerados por Gen AI, confirmando o crescimento do comportamento “zero-click”. Apesar desta tendência, 38% dos portugueses ainda recorrem mais frequentemente aos motores de pesquisa tradicionais, mostrando que a transição é gradual.

Portugal regista ainda níveis de confiança na Gen AI superiores à média europeia: 54% dos portugueses confiam nos conteúdos gerados por estas ferramentas, contra 41% na Europa. A Geração Z e os Millennials lideram a utilização, enquanto as gerações mais velhas, como a Boomer e a Silent Generation, permanecem mais cautelosas.

Entre os principais usos pessoais da Gen AI destacam-se a pesquisa de informação (85%), a explicação de conceitos complexos (79%) e a criação de textos (71%). A utilização para fins sociais, como “companheiro” ou “conselheiro”, mantém-se residual, abaixo de 30%.

João Valadares, partner da Bain & Company, ressalva que “Portugal é um mercado recetivo à Gen AI, com níveis de adoção e confiança acima da média europeia. Esta evolução altera hábitos de consumo e terá impacto direto na forma como as empresas comunicam, vendem e constroem confiança junto dos clientes”.

Leah Johns, líder do Global Consumer Lab da Bain, acrescenta que a transformação digital obriga as marcas a repensar a sua presença online: “Se antes competiam para aparecer no topo dos motores de pesquisa, agora a relevância dentro das ferramentas de Gen AI é essencial, fornecendo informação rápida, concisa e personalizada”.

O estudo evidencia que a Gen AI já não é apenas uma ferramenta de apoio pessoal, mas um motor de transformação nos hábitos de consumo, pesquisa e interação com marcas em Portugal e na Europa.




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