Haverá uma corrida ao ouro no Turismo

A pandemia ainda vai (diz-se) a meio mas, quando tudo terminar, haverá uma corrida ao ouro no Turismo e Portugal terá de rentabilizar essa fase para recuperar os impactos negativos neste sector.

Trata-se de uma das declarações de Álvaro Covões, CEO da Everything is New, que foi o orador de encerramento da 15.ª Conferência Marketeer “(Un)Fake – As Marcas, o Mundo e a Pandemia”. O responsável sublinha que, quando o mundo voltar à normalidade, Portugal terá de ser a mina de ouro no Turismo. E assegura que existem condições para tal. «Quando olhamos para o plano global, tirando os grandes negócios, está tudo parado. Até no sector cultural. Temos uma oportunidade única de, juntamente com as empresas ligadas ao turismo, caso a vacina surja e consigamos retomar a normalidade, de singrar no sector do Turismo. O grande desafio para Portugal passa por ser o primeiro país seguro para se visitar após o fim da pandemia», explica.

O CEO afirma que haverá uma luta pelo mercado do Turismo e Portugal não poderá baixar os braços. «Temos de ter um plano A e um plano Z. O A é o actual, com base no contexto dos dias de hoje. O Z será um plano num registo de normalidade, já com uma vacina. Temos de estar preparados para vários cenários e trabalhar para o futuro com esses dois planos. Não podemos desistir de organizar eventos mesmo na incerteza. É esse o grande desafio já a pensar em 2022», explica.

Álvaro Covões destaca a capacidade portuguesa de superação dos desafios, inclusive a capacidade de fortalecer qualidades em períodos adversos. Afirma ainda que 2020 nos vai deixar muito mais fortes e resilientes para o futuro do que se imagina. «Nós, portugueses, temos uma grande vantagem em relação ao mundo. Já passámos por tantas dificuldades e crises que nos deram mais resiliência. Nós, enquanto país pobre e pequeno, sempre sofremos mais. Pela primeira vez na história recente, estamos em pé de igualdade numa crise, porque esta afectou todos os países. Temos uma grande oportunidade de ser um país que pode dar um salto na Europa. Se tivermos audácia, resiliência e capacidade de trabalho, podemos colocar Portugal muito acima na Europa. Agora, depende de nós aproveitar esta oportunidade», refere.

No entanto, Álvaro Covões reconhece que será um processo difícil, dando como exemplo o sector de eventos e espectáculos que tem sido bastante afectado pela pandemia. «Não é fácil sobreviver, porventura muitas empresas vão ficar pelo caminho. Mas, se trabalharmos em conjunto, podemos sobreviver e estar preparados para o dia em que seja possível retomar a normalidade. Nessa altura as pessoas vão querer ir a espectáculos, com pessoas, ouvir música, beber um copo. São esses os momentos que queremos voltar a viver. Temos de estar preparados para aumentar o consumo, receber turistas e rentabilizar ao máximo a nossa actividade», afirma.

Mas, a curto prazo, a missão é clara. «Por agora, temos de cumprir as regras porque os números têm de baixar. E isso tem de ser mantido, temos de ser cumpridores. É fundamental cumprirmos as regras de segurança porque o que queremos são salas, eventos e espectáculos cheios. Se não desistirmos, se acreditarmos, o futuro é nosso. Vamos arregaçar as mangas e ser um país a sério», finaliza.

Texto de Rafael Paiva Reis

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