Grupo BMW acelera para o melhor ano de sempre

Apesar da crise que assola o mercado automóvel, em particular na Europa, o segmento de luxo parece manter-se incólume. Entre Janeiro e Novembro, o Grupo BMW alcançou a melhor performance da sua história, ao nível das vendas, e a marca prepara-se para fechar 2012 com receitas acima das acumuladas no ano passado.

Em Novembro, as vendas do Grupo BMW (que detém as marcas Mini, BMW e Rolls-Royce) cresceram 23% em relação ao mesmo período do ano passado, para 170.932 veículos comercializados. Só as vendas da marca BMW cresceram 26,4% para um total de 145.452 unidades, anuncia o Grupo BMW em nota de imprensa disponibilizada no seu site.

Como se não bastasse, o grupo germânico obteve os melhores 11 meses da sua história. Entre Janeiro e Novembro, as vendas do grupo totalizaram 1,664 milhões de automóveis, o que representa um aumento de 10,1% face ao mesmo período do ano passado. Este valor aproxima-se já do total de veículos comercializados pelo grupo em 2011 (1,668 milhões de unidades).

«O sucesso dos nossos modelos é uma demonstração da força das nossas marcas premium e a prova de que estamos a construir veículos que as pessoas desejam. No mês passado, reportámos ganhos sólidos em muitos dos mercados onde marcamos presença e esperamos dar continuidade a este momento», refere Ian Robertson, responsável de Vendas e Marketing da BMW.

A performance registada no mês de Novembro permitiu à BMW consolidar a liderança entre as marcas de luxo. De acordo com a agência Bloomberg, no mês em análise, as vendas da Audi (detida pela Volkswagen) cresceram 11% para 123.600 veículos, enquanto as vendas da Mercedes-Benz (Daimler) aumentaram 5,7% para 120.346 unidades.

Porém, o segmento do luxo (nomeadamente o alemão) parece ser, actualmente, a excepção à regra na indústria automóvel. Ainda esta semana, a Opel (controlada pela norte-americana General Motors), anunciou o encerramento, para 2016, de uma das suas maiores fábricas, localizada em Bochum, Alemanha, colocando em risco mais de 3100 postos de trabalho. Trata-se do primeiro encerramento de uma fábrica automóvel na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

Durante o ano, outras marcas anunciaram medidas drásticas para controlar as despesas. A PSA Peugeot Citroen anunciou o despedimento de 14 mil funcionários e o encerramento de uma fábrica em França (Aulnay-sous-Bois), enquanto a Ford se prepara para fechar três unidades no Reino Unido (Southampton e Dagenham) e Bélgica (Genk), o que deverá resultar no despedimento conjunto de 5700 colaboradores. Também a Fiat anunciou recentemente o despedimento de 1500 trabalhadores na Polónia.

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