Apesar da ascensão das plataformas digitais e do consumo on demand, a televisão linear mantém um peso relevante, sobretudo entre as gerações mais velhas. Um estudo divulgado pela Statista e publicado pelo Merca2.0 mostra que o consumo televisivo aumenta de forma consistente com a idade, contrariando previsões sobre o desaparecimento iminente do meio tradicional.
Segundo os dados, o segmento dos 55 aos 64 anos lidera o consumo de televisão, com 47%. O valor representa praticamente o dobro do registado entre os jovens dos 18 aos 24 anos, que apresentam a percentagem mais baixa do estudo, com 22%. A diferença evidencia uma transformação geracional nos hábitos de consumo audiovisual.
Entre os grupos intermédios, o padrão mantém-se: 28% no segmento dos 25 aos 34 anos, 32% entre os 35 e os 44 e 33% no grupo dos 45 aos 54 anos. A progressão é clara, quanto maior a idade, maior a probabilidade de consumo regular de televisão linear.
O estudo sugere que a televisão não perdeu relevância de forma homogénea, mas está a envelhecer com o seu público. Enquanto as gerações mais jovens privilegiam plataformas de streaming, vídeos curtos e conteúdos móveis personalizados, os públicos mais maduros mantêm hábitos mediáticos mais estáveis e menos fragmentados.














