O Festival Ibero-americano de Cinema, Artes e Audiovisual (FIACAA) foi oficialmente apresentado na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, assumindo-se como um novo marco no panorama cultural nacional. A iniciativa é da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e é promovida por Bruno Batista, chairman do festival.
A primeira edição está agendada para março de 2027, em Lisboa e na região de Lisboa, tendo como ambição alcançar mais de 600 milhões de pessoas nos países ibero-americanos.
O FIACAA posiciona-se como “um espaço de encontro para artistas, cineastas e amantes da cultura e literatura, celebrando a diversidade e a riqueza das expressões culturais de ambos os continentes”, numa iniciativa que “promove a criação cultural num diálogo que ultrapassa fronteiras e gerações, reforçando a presença artística lusófona e hispânica”.
Mas mais do que um festival de cinema, o FIACAA apresenta-se como o evento cultural ibero-americano mais abrangente e inovador a realizar-se em território nacional, com a organização a sublinhar a sua vocação para o diálogo intercultural, promovendo a criação artística num contexto que ultrapassa fronteiras geográficas e geracionais, reforçando a presença lusófona e hispânica no espaço global.
A programação será multidisciplinar, integrando cinema, artes visuais, exposições, encontros literários e outras expressões artísticas, sendo que o objetivo passa por oferecer um retrato plural da produção cultural ibero-americana, valorizando a multiculturalidade e a diversidade.
O festival contará com a participação das academias de cinema de 15 países membros da Federação Ibero-Americana de Academias de Artes e Ciências Cinematográficas, promovendo mostras de arte, uma feira literária e iniciativas orientadas para o desenvolvimento de talento, partilha de conhecimento e cooperação cultural.

“Nasci em Elvas, a poucos quilómetros da fronteira. Cresci entre influências portuguesas, espanholas, e ibero-americanas, entre o fado e o flamenco, entre histórias contadas de um lado e do outro da linha que separa, mas também une. Essa vivência moldou a minha forma de ver o mundo: a cultura não tem fronteiras, tem pontes. O FIACAA nasce exatamente dessa convicção – da necessidade de criar uma plataforma onde a identidade ibero-americana se encontra, se reconhece e se projeta globalmente. Este festival não é apenas um evento; é a materialização de uma visão construída ao longo de uma vida ligada à diversidade, ao diálogo e à força transformadora da cultura”, refere Bruno Batista, chairman do FIACAA, citado em comunicado.
Já Carla Salsinha, Presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, refere que “receber um evento desta magnitude com impacto nos 18 municípios, é uma das melhores formas de contribuir para a dispersão turística e para a coesão social e económica da região. Um festival que promove a arte, a cultura, e o audiovisual, que promove a junção de povos com ligações ancestrais e o intercâmbio cultural. O FIAACA será indiscutivelmente um grande momento da região”.
“O lançamento do FIACAA, especialmente sendo aqui em Lisboa, é uma oportunidade única de colocarmos um ponto final nessa ‘irmandade paradoxal’ que é a Ibero América. Somos irmãos que por vezes não se conhecem ou estão de costas uns para os outros. Seja o Brasil em relação aos países da América do Sul ou mesmo aqui, entre Portugal e Espanha. Diminuir essas distâncias através da cultura e do soft power talvez seja uma das melhores coisas que este evento nos traz”, refere por sua vez Eneas Pereira, Diretor executivo do FIACAA.
“E a integração não para por aí; é um dos únicos festivais que olha não para uma única expressão artística, mas para várias: cinema e outros formatos audiovisuais, teatro, dança, música, artes plásticas e tantas outras. Essa combinação de centralidade nas pessoas, envolvimento dos agentes culturais, partilha de conhecimento, abordagem inovadora, além da participação de embaixadas e instituições como a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), transforma o festival num evento dinâmico, inclusivo e inovador, catalisador de oportunidades culturais, turísticas e económicas. Mas, acima de tudo, que nos aproxima e nos irmana de facto”, conclui.












