Fusão entre Publicis e Omnicom sem efeito

fusãoCerca de nove meses depois de terem anunciado um acordo de fusão no valor de 35 mil milhões de dólares (cerca de 25,4 mil milhões de euros, ao câmbio actual), os grupos Publicis e Omnicom deram o negócio por cancelado devido às “dificuldades em completar a transacção dentro de um prazo razoável”.

Com esta decisão conjunta, as duas partes ficam isentas de pagar qualquer obrigação ou taxa relativas ao negócio, uma vez que uma eventual desistência unilateral obrigaria ao pagamento de 500 milhões de dólares (363,2 milhões de euros). Ainda assim, a Omnicom terá gasto, até ao momento, cerca de 48 milhões de dólares (34,9 milhões de euros) em despesas relacionadas com os preparativos para a fusão, de acordo com a AdAge.

«Gostaria de sublinhar que, apesar da proposta de fusão nos ter consumido algum tempo, nunca deixámos de estar focados nas nossas responsabilidades para com os nossos clientes, colaboradores e accionistas», afirma em nota de imprensa John Wren, CEO da Omnicom.

No mesmo tom, Maurice Lévy, CEO da Publicis, disse que «a decisão de descontinuar o processo não foi agradável nem fácil, mas era necessária». «Prolongar esta situação poderia desviar o grupo daquela que é a sua principal função: servir os nossos clientes da melhor forma», acrescenta.

Cai assim por terra aquele que poderia ter sido o maior negócio de sempre do mercado publicitário, eclipsando os 4,9 mil milhões de dólares gastos pela Dentsu para comprar o grupo Aegis em Março de 2013 e os 4,7 mil milhões de dólares gastos pela WPP para adquirir a Young & Rubicam em 2000.

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