“Freelancer do Dia CCP by Marketeer”: Sandra Nobre

É difícil sobressair por entre dezenas de curriculos. A partir de certa altura, os nomes confundem-se e aquele que poderia ser o par perfeito para um projecto na calha acaba por fugir. Partindo do directório lançado pelo Clube Criativos Portugal (CCP), a Marketeer propõe conhecer melhor alguns dos talentos freelancers nas áreas da criatividade e comunicação.

Sandra Nobre (stroyteller) é a mais recente protagonista da rubrica “Freelancer do Dia CCP by Marketeer”, que apresentará, duas vezes por semana, exemplos de quem decidiu aventurar-se por conta própria.

Qual foi a melhor coisa que já fizeste?

As sucessivas mudanças do jornalismo aos livros e ao storytelling têm-me permitido experimentar diferentes formatos. Orgulho-me de muitos trabalhos desenvolvidos por os clientes confiarem, tantas vezes às cegas, na minha criatividade. Talvez o mais diferenciador foi o storytelling para acompanhar um desfile de moda do Filipe Faísca, na ModaLisboa, em que escrevi e dei voz a histórias de mulheres. Ainda hoje, irreverente.

Qual é o projecto que queres fazer a seguir?

Neste momento, o meu coração divide-se entre a literatura e o cinema, por isso, é por aqui o caminho. Talvez aventurar-me num argumento, gosto de me desafiar e sair da minha zona de conforto.

Porque é que te devem contratar?

A minha mais-valia é a criatividade, o domínio da escrita, a paixão que coloco em tudo o que faço, a capacidade de adaptação e o profissionalismo. O jornalismo de viagens alargou-me horizontes e moldou a minha curiosidade e a minha forma de olhar o mundo e isso não se aprende em manuais. Não estabelecer limites para mim própria permite-me arriscar em novos formatos sem medo e é isso que podem sempre esperar de mim, o inesperado.

Como vês a situação actual que vivemos?

A pandemia revirou o mundo repentinamente, mas o estarmos confinados num espaço físico não limitou as ideias e a criatividade. Todas as crises são oportunidades de mudança, é assim que as encaro. Não sou a mesma pessoa dois meses depois de ter fechado a porta de casa. Alarguei horizontes, fiz cursos online, assisti a webminares de nomes maiores das minhas áreas de interesse, acelerei projectos, tomei decisões, profissionais e pessoais. Acredito que vai haver mais oportunidades a seguir porque os negócios, as marcas, os players não podem ficar de braços cruzados a lamentar as perdas. É preciso voltar a redescobrir o mundo e esse não é um trabalho solitário.

Desde quando és freelancer e porquê essa decisão?

Não foi uma opção. Nos primeiros anos de jornalismo era a única modalidade possível. Mais tarde, depois de alguns anos nas redacções, quis recuperar essa liberdade sem saber muito bem o que fazer com ela. A folha em branco permite todas as possibilidades, assim, comecei novos negócios e alarguei o meu trabalho a outras áreas.

Quais as vantagens e desvantagens de ser freelancer?

O preço a pagar pela incerteza é alto, trabalha-se mais, não há horários, nem dias santos, nunca se sabe quando chega o pagamento, os impostos sim, vive-se na corda bamba. Ao mesmo tempo, não me limita nas escolhas, o espectro de actuação é mais amplo e diversificado. Se houver uma boa organização de tarefas, pode ser muito mais produtivo. E estou sempre a tempo de mudar.

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