“Freelancer do Dia CCP by Marketeer”: Guillermina Lasarte

É difícil sobressair por entre dezenas de curriculos. A partir de certa altura, os nomes confundem-se e aquele que poderia ser o par perfeito para um projecto na calha acaba por fugir. Partindo do directório lançado pelo Clube Criativos Portugal (CCP), a Marketeer propõe conhecer melhor alguns dos talentos freelancers nas áreas da criatividade e comunicação.

Guillermina Lasarte (designer gráfica) é a mais recente protagonista da rubrica “Freelancer do Dia CCP by Marketeer”, que apresentará, duas vezes por semana, exemplos de quem decidiu aventurar-se por conta própria.

Qual é o trabalho de que mais te orgulhas?

Orgulho-me dos projectos em que houve confiança mútua com o cliente porque são estes os projectos que têm sempre os melhores resultados. Contudo, para poder crescer como designer e puxar os meus limites criativos sem pressão comercial, sempre achei necessário ter projectos pessoais. Assim nasceu a PANTA Magazine, uma revista independente de arte que apresenta iniciativas de “artivismo” – projectos artísticos que trazem consigo mensagens de cariz social, político ou ambiental de todo mundo e que pretendem ter um impacto directo na sociedade. Junto com os meus colegas em Berlim, publicamos esta revista duas vezes por ano e é sempre uma fonte para “desabafar” criativamente (e moralmente) neste mundo onde as intensas práticas consumistas e o lucro são prioridade.

Qual é o projecto que queres fazer a seguir?

Adoro tudo que é branding de empresas pequenas, particularmente empresas com fortes componentes sociais ou ambientais. Mas também estou com muita vontade de criar marcas para pequenas empresas de cannabis. Tenho amigos que trabalham na indústria tanto noCanadá como no Uruguai, países onde o cannabis foi legalizado, e estou a ver a criatividade incrível nas marcas emergentes de um produto que muita gente consome em diferentes maneiras, mas que continua a ser altamente estigmatizado. Acredito nos benefícios medicinais e terapêuticos de planta e em Portugal estamos a ver os começos da sua aceitação social e legal. É um indústria com imenso potencial criativo.

Porque é que te devem contratar?

Trabalho com paixão e com muita atenção ao detalhe, porque adoro o que faço e acredito no poder da cultura visual para atingir objectivos de comunicação. Pensava que quando chegasse aos 30 ia ter um “burnout” criativo e ainda mais quando me tornei mãe, mas surpreendentemente aconteceu o contrário. Estou a aprender a deixar o ego de lado que estava tão presente nos meus vintes, quando pensava que as coisas tinham que ser à minha maneira.

Agora, devagarinho, estou a aprender a trabalhar com mais humildade, a criar relações profissionais mais profundas e a ouvir mais do que a falar. Além disso, estou sempre a evoluir e a adaptar o meu trabalho, não só porque o negocio e o design estão em constante transformação, mas também porque adoro explorar novas ideias.

O que achas da situação actual que vivemos?

Há tantas pessoas que perderam os seus trabalhos ou a sua saúde. É por isso que agora é o momento de apoiar as pequenas empresas, de mostrar compaixão e ajudar aos nossos vizinhos.

É um momento para perceber que estamos todos conectados, como seres humanos e como sociedade. Não somos ilhas, precisamos um do outro para sobreviver e prosperar.

Quais as vantagens e desvantagens de ser freelancer?

As vantagens são a liberdade e flexibilidade horária do trabalho. As desvantagens são a instabilidade financeira e também a solidão, mas isto pode ser curado trabalhando num cowork.

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