M.ª João Vieira Pinto
Directora de Redacção Marketeer
São tempos bélicos estes. Bélicos e catastróficos. Aliás, bélicos, catastróficos e estratosféricos. O Mundo gira, reage, atira, empobrece, mas vai à lua e dança.
Nós, por cá, assistimos e esperamos. Dia após dia esperamos!
Acordamos a pensar se atestamos o depósito, quanto mais custa o leite, se vamos de carro para o trabalho, se no final do mês sobra algum ou se é mesmo no final da primeira semana que é preciso voltar a fazer contas.
E depois, num eixo diametralmente oposto, alheamo-nos. Fazemos contas à gasolina, mas queremos sol e festa. Que os jantares não acabem. Que os sunsets venham depressa e que a palavra rooftop volte ao léxico semanal.
Todas as semanas, há almoços de chefs e jantares a muitas mãos, há fins de tarde e fins-de-semana, há degustações e experiências, sessões de yoga e retiros, há provas e o pôr-nos à prova. E nós vamos. Que no nosso espírito latino gostamos mesmo é de estar à mesa, conversas a fio, mergulhos de mar e viagens de vento na cara.
Por isso, agradecemos que as marcas continuem a ser elas mesmas, marcas com marca que comunicam, fazem e nos levam neste ritmo. Para que não desapareçam do radar e continuem a dar uma réstea de esperança à Economia e a todos nós.
E é assim, repito, que lá vamos, cantando, rindo, assobiando para o lado, e acreditando que, um dia, a loucura passe. Mas, se ela não passar tão cedo? Se o caos mundial for mais eterno? Continuaremos todos a fotografar o pôr do sol, até que ele se ponha?
Editorial publicado na revista Marketeer n.º 357 de Abril de 2026














