Dicas para brincar ao Carnaval sem esquecer o planeta

Quem passar pelo Carnaval de Torres Vedras poderá cruzar-se com três personagens da Novo Verde. A entidade gestora de resíduos inspirou-se no tema deste ano – “Magia e Fantasia” – para criar uma campanha de sensibilização para a reciclagem em tempo de festa, tendo em vista um Carnaval mais sustentável.

“O Ambiente não é Fantasia: reciclar faz magia!” é o mote da iniciativa, materializada sob a forma de ecopontos humanos. As personagens da Novo Verde vão andar pelas ruas de Torres Vedras já hoje, regressando nos dias 23 e 25, numa parceria com a Câmara Municipal.

O objectivo é facilitar a recolha de embalagens de plástico/metal, papel/cartão e vidro, explica ainda a empresa. «Depois do sucesso desta iniciativa em 2019, em que foram recolhidas mais de 6500 embalagens, regressamos a este evento para continuar a estimular os portugueses a participar activamente na reciclagem dos seus resíduos», sublinha Filipa Moita, responsável de Comunicação da Novo Verde. Segundo a responsável, o ambiente de diversão e boa disposição desta festa envolve os cidadãos nesta missão, «contribuindo para tornar o Carnaval de Torres Vedras mais verde».

Para os foliões com outros destinos no GPS, há também alguns conselhos a reter. Segundo a Quercus, confetes e glitter são os grandes inimigos do ambiente nesta época.  Verifica-se também uma predominância de decorações em plástico, que não são biodegradáveis e que acabam, muitas vezes, nos rios e mares.

“Chegados aos efluentes, estes pequenos pedaços de plástico vão contribuir para o aumento da poluição marinha existente nos nossos oceanos”, frisa a Quercus. O glitter, por exemplo, funciona como uma esponja que absorve químicos e, como consequência, polui a água. Também pode, inadvertidamente, servir de alimento para espécies marinhas.

Como alternativa ao glitter, a Quercus sugere opções biodegradáveis ou a diminuição da sua utilização. Quando isso não for possível, é necessário assegurar a limpeza dos espaços para que este material não tenha como chegar aos esgotos.

No caso dos confetes, o melhor será optar por soluções de papel ou criar confetes de raiz. A Quercus propõe uma tarde de trabalhos manuais para transformar folhas de árvores com ajuda de furadores.

“Mas o grande mote do Carnaval terá que ser a redução do uso destes materiais, a reutilização destes enfeites de uma época para outra e assegurar uma resposta que promova a recolha seletiva dos resíduos produzidos durante os festejos”, indica a associação em comunicado.

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