Desconfinamento anima comércio. Portalegre é o distito mais próximo do pré-pandemia

Portalegre é o primeiro distrito português a registar níveis de facturação iguais ao período pré-pandemia. A conclusão é de um estudo elaborado pela Reduniq referente à terceira semana de desconfinamento (17 a 23 de Maio), quando o número total de transacções saltou 10,5% em todo o País. A facturação global também aumentou 7,9% face à semana anterior.

Lisboa, por seu turno, continua com quebras de facturação de 38%, pelo que a reabertura das lojas e restaurantes não terá sido suficiente para animar o comércio em todos os pontos de Portugal.

A nível de facturação global, o valor registado representa já 73% do total alcançado na primeira semana de Março. O director da Reduniq, Tiago Oom, considera que este resultado «reflecte uma crescente recuperação da actividade económica em Portugal, que acabou por ser impulsionada na semana passada pela reabertura de mais 5.700 pontos de venda, em parte estabelecimentos de restauração».

Por sectores, o mesmo estudo indica que a restauração recuperou 54% de facturação na semana de reabertura, registando-se um aumento de 65% no número de estabelecimentos abertos. Ainda assim, este valor representa apenas 40% da facturação no período pré-pandemia.

Tiago Oom justifica este cenário com três factores: «Pelo facto de ainda 30% dos restaurantes e cafés não terem retomado a sua actividade; porque provavelmente existe ainda algum receio por parte da população em frequentar este tipo de estabelecimentos, mesmo que estes tenham agora de cumprir um conjunto de medidas de segurança e higienização para prevenir possíveis contágio do vírus; bem como pelo ‘desaparecimento’ de turistas que representavam uma fatia importante do consumo em restauração.»

O Retalho Alimentar Tradicional, por seu turno, viu a facturação aumentar 19% entre as últimas duas semanas. Já os hiper e supermercados permanecem estáveis, com uma facturação total a representar agora 94% do total registado no período pré-pandemia.

Com uma igual tendência de crescimento, diz a Reduniq, está o sector da moda, que, apesar de não sentir o efeito da reabertura dos centros comerciais, cresceu 113% face à segunda semana de desconfinamento. No dia 23 de Maio, atingiu um pico de facturação que representou 68% do valor base de referência (o total de facturação atingido na primeira semana de Março), em comparação com a média de 44% do valor base de referência observada ao longo da semana.

Destaque ainda para as gasolineiras (+14%), estabelecimentos da área da saúde (+18%) e para as papelarias e tabacarias (+25%). Por outro lado, a cosmética e as perfumarias demonstram uma menor capacidade de recuperação, tendo estagnado num nível que equivale a uma perda de 80% face ao período pré-COVID-19.

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