Delta Cafés: crescer com Q e em Espanha

deltaSegundo os últimos dados Nielsen, a Delta Cafés tem hoje uma quota de 40.5% em Portugal no total das marcas de cafés no mercado português. «A maior quota que alguma vez tivemos», frisa o administrador Rui Miguel Nabeiro. Um crescimento que, e à excepção da marca Camelo, tem sido sempre orgânico. Uma estratégia diferente da de outros players, como a NewCoffee que, por sua vez, tem investido na compra de várias marcas.

«Nesta fase, a nossa preocupação está mais voltada para a expansão em Espanha. Estaríamos muito mais interessados em comprar em Espanha – e estamos, de facto, muito interessados – do que em Portugal», informa. De resto, conforme adianta, há dois anos e meio o objectivo para o mercado espanhol era atingir, em cinco anos, 5% de quota e estar no Top 5 do ranking. «Estamos em sétimo no ranking em Espanha dos maiores torrefactores e esperamos daqui a dois anos e meio conseguir mais 1,5% de quota. Por isso é que uma aquisição era muito interessante para nós», explica Rui Miguel Nabeiro.

 

Entre os países da Europa, Portugal ainda é o que consome mais cafés fora de casa, principalmente depois de almoço. No entanto, esta é uma tendência que se tem vindo a alterar com a transferência do consumo de fora de casa para dentro. Que repercussões para o negócio?

Não é uma mudança muito drástica já que se tem vindo a fazer gradualmente. Há um aumento do consumo dentro de casa e alguma transferência, muito fruto também do estado da economia actual. Mas é pouco ainda. O fora de casa valia 75% e agora vale 72%. Ou seja, não é uma transferência ainda tão significativa que obrigue a uma alteração do nosso modelo de negócio.

O que houve, também, foi uma mudança dentro de casa do tipo de consumo que se faz: passou-se dos 250 grs. em pacote para as pastilhas ou cápsulas. Sejam quais forem as monodoses, todas elas têm vindo a crescer.

 

No caso da Delta, quanto representa o consumo dentro de casa?

No total do negócio, em termos de facturação, cerca de 20%. O Delta Q e as cápsulas irão aumentar um pouco as margens. Este é um projecto em que continuamos a investir. Vamos investir agora na compra da terceira máquina de produção de cápsulas, para conseguirmos aumentar o volume. Como este é praticamente o único mercado que cresce dentro da nossa organização, será certamente aquele onde vamos investir mais nos próximos anos.

(…)

Por M.ª João Vieira Pinto

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