Da Omnicom à Havas cinco meganegócios de media que vão moldar o marketing em 2026

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Marketeer
05/01/2026
10:31
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05/01/2026
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À medida que 2025 chega ao fim, o setor dos media não está simplesmente a “navegar” rumo a 2026, mas a ser empurrado por um conjunto de transacções estruturais de grande impacto que vão redefinir o panorama do marketing. Um artigo publicado no The Drum destacou os cinco acordos de media cujas consequências serão mais significativas no próximo ano e que vão influenciar quem detém atenção, controla dados e gere inventário publicitário.

Entre os movimentos mais marcantes está a conclusão da fusão entre a Omnicom e a Interpublic Group (IPG), criando o maior grupo mundial de agências de publicidade com receitas combinadas superiores a 25 mil milhões de dólares. Esta consolidação altera profundamente a estrutura do setor e a capacidade de negociação junto de plataformas e marcas, podendo influenciar desde a compra de media até a integração de dados e tecnologia em campanhas globais.

Outro acordo de peso é a aquisição da agência independente Kaimera pela rede Havas na região da Austrália e Nova Zelândia, reforçando a capacidade de compra e os recursos de media da Havas Media Network, num contexto em que a escala e a tecnologia (incluindo IA) são fatores cada vez mais valorizados.

No plano dos direitos de transmissão, os acordos de três anos entre a Major League Baseball (MLB) e plataformas como Netflix, NBCUniversal e ESPN garantem um papel crescente do streaming em conteúdos desportivos de alto valor, combinando televisão tradicional e digital, um desenvolvimento que terá impacto nas estratégias de publicidade e distribuição de conteúdo em 2026.

Outros movimentos significativos no mercado global incluem negociações em curso e reestruturações em grandes grupos de media, que poderão alterar o equilíbrio de poder entre produtores de conteúdo, plataformas de streaming e redes de televisão, fatores que tendem a influenciar o fluxo de investimento publicitário e as oportunidades de segmentação.

Estes cinco grandes acordos e tendências estruturais ilustram como o mercado está a redefinir relações entre detentores de conteúdo, plataformas tecnológicas e anunciantes, antecipando um ano em que a luta pela atenção dos consumidores, o controlo de dados e a gestão de inventário publicitário será mais competitiva e estratégica do que nunca, um cenário apontado pelo artigo do The Drum como central para o marketing em 2026.




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