COVID-19 faz disparar consumo de conteúdos: TV e vídeos online levam a taça

Mais de 80% das pessoas nos Estados Unidos da América e no Reino Unido dizem ter passado a consumir mais conteúdos desde o início da pandemia de COVID-19. A televisão tradicional e os vídeos online (YouTube e TikTok, por exemplo) são os canais que mais consumidores conquistaram com a quarentena.

Os dados são do Global Web Index, que mostram como os comportamentos estão a mudar consoante as gerações. Embora o aumento do consumo seja transversal, o tipo de conteúdos consumidos varia. Exemplo disso é o facto de que 68% dos inquiridos (independentemente da idade) procura notícias sobre o novo coronavírus acima de qualquer outra actividade, ao passo que a Geração Z (16-23 anos) é a única que apresenta uma probabilidade maior de ouvir música do que de se informar.

Nota-se também que as gerações mais jovens são as que mais recorrem ao telemóvel ou computador para jogar ou levar a cabo outras actividades de entretenimento. Os Millennials (24-37 anos), por seu turno, parecem ser os mais interessados na cozinha: são os que mais procuram receitas ou lêem artigos sobre comida saudável.

Estar em casa durante mais tempo e a razão pela qual o isolamento é necessário estão também a levar os consumidores a considerar pagar por serviços de subscrição. Querem ter acesso a conteúdos positivos e desligar a mente do COVID-19 por alguns momentos. O estudo mostra que 30% da Geração Z considera subscrever a Netflix e que o mesmo acontece com 26% dos Millennials, 11% da Geração X (38-56 anos) e 5% dos Boomers (57-64 anos).

Geração a geração

Segundo o Global Web Index, verifica-se que 51% dos jovens da Geração Z começou ou passou a consumir mais vídeos online. O mesmo acontece com 31% dos inquiridos em relação a videojogos e com 24% face à televisão. Streaming de música (28%), imprensa online (21%) e rádio (17%) são outros dos canais com crescimentos assinaláveis.

Já os Millennials apresentam um aumento do consumo de vídeos online (44%), streaming ou televisão online (41%), televisão tradicional (35%) e streaming de música (35%). Também se registam subidas, ainda que menos expressivas, junto dos livestreams (30%), livros (20%) ou podcasts (20%) entre outros.

Junto da Geração X, o maior aumento em termos de consumo de conteúdos diz respeito à televisão (45%), seguindo-se a rádio (38%), vídeo ou televisão online (38%) e os vídeos online (35%). O consumo de imprensa na internet (31%) também cresceu, bem como de streaming de música (27%).

Por fim, os Boomers apresentam o maior pico de crescimento no canal televisão (42%), à frente dos vídeos ou televisão online (21%). Os inquiridos mais velhos também passaram a ler mais notícias na internet (15%), a ouvir mais rádio (15%) e a ler mais livros (13%).

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