Consumo de Bens de Grande Consumo salta 17% com o desconfinamento

Armazenamento, quarentena e, de novo, armazenamento. A Nielsen olhou para o comportamento dos portugueses durante todo o período de pandemia e descobriu que os consumidores sabem adaptar-se às circunstâncias com as quais são confrontados.

Segundo o mais recente Barómetro Nielsen Covid-19, o novo coronavírus veio trazer crescimento, de uma forma geral, aos Bens de Grande Consumo. Mas como se dividiu este consumo? Entre 24 de Fevereiro e 15 de Março, a palavra de ordem foi armazenamento: ainda antes de se confirmar o primeiro caso de infecção em Portugal, os portugueses rumavam aos supermercados para encher a despensa. Nesta altura, o mercado cresceu 31% face ao período homólogo de 2019.

Seguiu-se uma fase de quarentena, entre 16 de Março e 3 de Maio. Durante estas semanas, o crescimento foi mais contido, de apenas 9%, mostrando que os portugueses respeitaram as recomendações de isolamento e terão ido menos vezes às compras (até porque armazenaram o suficiente nos dias anteriores).

Finda a quarentena, volta o armazenamento. A Nielsen indica que o impacto do novo coronavírus no mercado dos Bens de Grande Consumo na semana 19, ou seja de 4 a 10 de Maio, traduziu-se num crescimento de 17% no consumo face à semana homólogo de 2019. Os portugueses gastaram 187 milhões de euros neste período – marcado pela reabertura do pequeno comércio.

“Nesta semana, os portugueses voltaram a armazenar e todas as categorias apresentaram crescimentos”, sublinha a empresa de estudos de mercado: Alimentação (20%), Bebidas (18%), Higiene Pessoal e do Lar (9%) e comida e acessórios para cães e gatos (6%) registaram incrementos de vendas comparativamente à semana homóloga.

Tipo de loja também varia

Quando o objectivo é armazenar, os portugueses parecem preferir lojas maiores. Por outro lado, durante o período de quarentena, a opção foi para estabelecimentos de proximidade que permitam deslocações mais curtas.

«É notória uma adaptação dos consumidores às distintas necessidades que esta nova realidade impôs nas suas vidas e rotinas. Os dados analisados pela Nielsen mostram uma tentativa de responder a novas exigências, quer no momento de assegurar uma despensa recheada que permitisse enfrentar o confinamento, quer na compra de produtos que tornassem mais fácil a permanência prolongada em casa», explica Inês Pimentel, client consultant da Nielsen.

A procura por diferentes tipologias de lojas evidencia também essa capacidade de adaptação: «O consumidor possui uma capacidade para ajustar os seus hábitos e adoptar novas rotinas quando tal se revela indispensável», adianta a mesma responsável.

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