Confiança desce mas consumo em Portugal cresce 8%

No segundo trimestre de 2020, apesar de uma queda na confiança dos portugueses, o consumo de bens de grande consumo cresceu 8,2% devido à pandemia.

De acordo com o estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, Portugal mantém índices positivos neste âmbito, uma vez que já se havia assistido a um crescimento de 14% no primeiro trimestre.

«Num período marcado pelo confinamento obrigatório e pelo encerramento de centros comerciais, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, as lojas de retalho alimentar mantiveram-se em funcionamento e direccionaram, com sucesso, todos os seus esforços para apoiar e fornecer os seus consumidores numa altura tão atípica como a que vivemos. Nesta volta à normalidade, o mercado tem vindo a adaptar a sua oferta e terá de continuar a trabalhar no sentido de responder a todas as novas necessidades e limitações deste (novo) consumidor», explica Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.

No aspecto negativo, o índice de confiança dos consumidores portugueses desceu 31 pontos. A Economia e a Saúde surgem neste trimestre como as principais preocupações para 47% e 46% dos portugueses, respectivamente. O estudo revela que valor alcançado para o factor Saúde atinge, neste período, uma “marca histórica”, evidenciando o efeito e os novos receios associados à pandemia COVID-19.

O estudo revela ainda que 84% dos portugueses considera que o País está em recessão económica (valor semelhante ao da média europeia – 86%). Mais de 80% dos inquiridos afirma esperar tempos difíceis no âmbito da pandemia e cerca de 70% não antevê perspectivas positivas para as suas finanças pessoais.

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