Como ganhar a atenção de um cérebro multitasking

MultitaskingUm dos grandes desafios para as marcas é conseguir chegar ao cérebro do consumidor… e ganhar a sua atenção! Cérebro esse que é dinâmico e complexo, “que é capaz de distinguir o que é novo do que é habitual, que consegue criar coisas novas que automatiza para poder fazer multitasking e que generaliza com base no que já automatizou”.

Ou seja, é muito mais complexo o trabalho de um anunciante para se conseguir diferenciar junto de um consumidor do que ele próprio imagina. Os inputs foram apresentados por Rui Costa, neurocientista da Fundação Champallimaud, no primeiro Fórum de Líderes organizado pela APAN e subordinado ao tema “Como é que o multitasking está a influenciar o consumo de meios em Portugal?”

O que Rui Costa vem dizer é que de um cérebro para outro pode variar a forma como é apercebida a informação. A isto, acrescente-se o facto de haver cada vez menos informação directa pelo que esta apenas e só consegue causar alguma surpresa no cérebro quando é nova. É que caso contrário, garante o neurocientista, «o cérebro acomoda-se». E, segundo diz, «quando alguém se comporta por hábito, generaliza muito mais».

Mas ainda, revela, todos os experts – como seja os jogadores de topo de xadrez – usam não só menos como, também, diferentes partes do cérebro. O que para os anunciantes significa que haverá então dois públicos-alvo a trabalhar em função do seu nível de multitasking.

Uma complexidade de informação que permitirá melhorar a forma de comunicar com consumidores os quais estão, cada vez mais, dispersos na sua actuação. Seja na partilha de vários ecrãs em simultâneo ou na execução de múltiplas tarefas ao mesmo tempo.

Tanto mais que 51% da população portuguesa é multitasker no que se refere à utilização de ecrãs, a avaliar pelo estudo apresentado pela APAN com o apoio da consultora Lúcia Lima no primeiro Fórum de Líderes organizado no âmbito das comemorações dos 25 anos da associação.

Destes 51% é de ressalvar que 19% usam dois ou mais ecrãs sempre ou com muita frequência e 32% usam dois ou mais ecrãs com frequência média.

Ainda segundo o mesmo documento, não há qualquer distinção entre homens e mulheres em termos de multitasking, não estando também este comportamento dependente do meio onde se vive. O que já parece válido é que a classe média tem níveis de multitasking superiores.

Mas o grande diferencial verifica-se ao nível da idade. Isto porque, se 51% da população é multitasking no que diz respeito a ecrãs, essa percentagem aumenta para 68% quando se avalia os jovens entre os 15 e os 24 anos. E cai para os 41% junto do target com mais de 45 anos.

Ou seja, o que o estudo mostra é que o multitasking é um fenómeno abrangente que afecta por igual homens e mulheres, habitantes em zonas urbanas ou rurais, de qualquer classe social e que «são os jovens a grande mola que o faz crescer».

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