Hotel Palácio Estoril: O hotel onde se fez história

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Noventa anos depois da sua abertura, a 30 de Agosto de 1930, o Hotel Palácio Estoril é um exemplo singular de resistência aos tempos modernos, permanecendo intocável nas suas características de grande palace situado num local privilegiado – já há poucos pelo mundo e menos são os que mantêm, além da sua beleza, um serviço irrepreensível, uma manutenção constante, uma actualização adequada. Porque tudo isso é um facto no Hotel Palácio Estoril, este Grand Hotel permanece um dos últimos lugares de culto em Portugal e raro na Europa.

A história do Palácio Estoril confunde realidade com ficção: atravessou uma guerra mundial e uma revolução nacional, foi palco de momentos altos em épocas áureas e serviu de refúgio aos maiores líderes europeus em épocas de crise, albergou espiões e foi lugar de filmagens – como a de James Bond, o célebre agente secreto 007, no filme “Ao Serviço de Sua Majestade” (de 1969) – e é hoje um dos locais mais disputados em Portugal para cenário de filmes publicitários, de editoriais de moda e de entrevistas a grandes estrelas.

Desde a estadia em lua-de-mel, ainda no ano de 1930, do príncipe Takamatsu, irmão do Imperador Hirohito do Japão, que o Palácio foi a casa escolhida para a estada em Portugal de inúmeros reis, príncipes, estrelas de cinema, da música e da televisão, escritores, coleccionadores, políticos e empresários. Nos anos 40 e 50 foi a vez dos membros das famílias reais espanhola, italiana, francesa, búlgara, albanesa e romena; nos anos 60 foram os milionários, os actores e as figuras do jet set então emergente; nos anos 70 e 80 regressaram muitas das estrelas de sempre; e, no final do século XX, o Palácio continuou a receber membros da realeza europeia, artistas do music-hall, campeões de automobilismo, actores e desportistas.

Do Livro de Honra, dos álbuns de fotografias e das fichas de clientes do Hotel Palácio constam testemunhos valiosos: da rainha Vitória Eugénia de Espanha e de toda a família real espanhola, dos príncipes Grace e Rainier do Mónaco, de Antoine de Saint-Exupéry ou Graham Greene, de Joan Baez ou Madeleine Albright, apenas para citar alguns das centenas de hóspedes famosos que escolheram o Palácio Estoril. Foram marcos da vida do hotel as festas de casamento da princesa Maria Gabriela de Sabóia, em 1955, e da infanta Pilar de Espanha, em 1967.

Projectado no início do século XX pelo arquitecto francês Henry Martinet, ao jeito de outros lugares de culto europeus como Biarritz, o Palácio Estoril não envelheceu, conseguindo atravessar o século sempre com a mestria dos maiores e melhores – quem hoje frequentar os salões e o terraço, percorrer o jardim que rodeia a piscina e se instalar num dos magníficos quartos virados ao pôr-do-sol na baía de Cascais, acreditará que a beleza e a qualidade são intemporais, se houver quem se ocupe delas através do tempo. O Palácio Estoril continua a ser preservado com profissionalismo pelos seus actuais proprietários e estimado com carinho pelos seus hóspedes que, em gerações sucessivas, não prescindem dele.

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