Banco CTT estima receitas entre 55 e 60 milhões de euros até 2018

Para os primeiros três anos de actividade, o Banco CTT espera atingir entre 55 e 60 milhões de euros em receitas. Para 2020, o objectivo é chegar aos 100 milhões de euros, segundo os dados revelados durante o “Capital Market Day” da empresa (que decorreu ontem) e que foram enviados à CMVM. O break even deverá ser alcançado em 2018, segundo as contas dos CTT, sem considerar os custos partilhados entre o banco e os CTT.

No mesmo prazo de três anos, o Banco CTT pretende ter 604 balcões espalhados pelo país. A primeira fase de aberturas está marcada para o primeiro trimestre do próximo ano, dado que para o final deste mês está reservada apenas a abertura aos funcionários do banco e dos CTT. Lisboa será o distrito com mais balcões do Banco CTT, estando prevista a abertura de 123 espaços, seguido pelo Porto com 72. As regiões do interior terão menos balcões mas todos os distritos terão acesso ao Banco CTT, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Das 604 lojas CTT que receberão o banco, 84 terão espaços dedicados, 250 terão balcões próprios e as restantes terão balcões multifuncionais, segundo a lógica que Francisco Lacerda, presidente e CEO dos CTT, já tinha explicado na apresentação da marca Banco CTT, na última quarta-feira. No mesmo documento, os CTT explicam que investiram mais de 1,5 milhões de euros na formação dos seus funcionários.

Quanto à área de negócio do Banco CTT, estão previstas quatro zonas de actuação: contas e transacções (onde se inserem os cartões de débito, contas correntes e transferências internacionais), crédito (incluindo hipotecas, cartões de crédito e empréstimos), poupanças (com soluções de depósito a prazo a contas poupança) e, por fim, seguros (onde se inclui seguro de saúde e seguro de risco). A expectativa é de que o negócio das contas seja superior ao dos depósitos, ao contrário do que acontece com os restantes bancos, segundo a empresa.

A meta relativamente ao número de contas está entre as 375 mil e as 475 mil até 2018, e entre as 650 mil e as 750 mil até 2020.

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