A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) informa que a aquisição da Interpublic pela Omnicom por 13,5 mil milhões de dólares pode prosseguir. Contudo existe a condição de que a nova empresa não celebre acordos com terceiros para desviar fundos publicitários tendo por base em conteúdo político.
O acordo demonstra como o presidente da FTC, Andrew Ferguson, está a implementar a agenda do presidente Donald Trump através de ações de fiscalização e a encontrar formas de lidar com as queixas conservadoras contra as grandes empresas através das leis antitrust.
Segundo a agência Reuters, o acordo com a agência permitiria ainda que anunciantes individuais especificassem onde os seus anúncios seriam exibidos, afirmou a FTC. Também resolveria possíveis alegações da investigação incipiente da FTC sobre uma possível coordenação com os órgãos de supervisão dos media, acusados por Elon Musk de ajudar a orquestrar boicotes de anunciantes à plataforma de redes sociais X.
“O acordo de hoje não limita o direito constitucionalmente protegido à liberdade de expressão dos anunciantes ou das empresas de marketing”, disse Ferguson.
A Omnicom e a Interpublic consideraram a decisão da FTC um importante passo em frente para o acordo. As empresas esperam garantir as restantes aprovações regulamentares e concluir o negócio no segundo semestre, conforme planeado.
A Omnicom entrou no acordo integralmente em ações para comprar a Interpublic em dezembro, criando a maior agência de publicidade do mundo. Nos EUA, a empresa tornar-se-ia a maior agência de publicidade de compra de media, informou a FTC.
Ferguson já tinha criticado os acordos que exigem que as empresas mudem o seu comportamento, em vez de cindir os ativos, considerando-os difíceis de executar. “O historial de conluio no mercado de serviços de compra de media e o aumento do potencial de conluio após a fusão tornam este um caso raro em que a imposição de uma medida comportamental é apropriada”, disse.
O acordo exigiria que a empresa entregasse os documentos relacionados e apresentasse relatórios anuais de conformidade durante cinco anos. O acordo exige ainda a aprovação final da FTC, que é liderada por três comissários republicanos, após um período de consulta pública. Dois dos comissários votaram a favor da proposta de acordo e um recusou.














