Mais de quatro em cada 10 pessoas dizem que trocariam determinada marca pela sua segunda preferida se esta oferecesse uma experiência de privacidade online mais positiva. A conclusão é de um estudo da Google/Ipsos, divulgado no âmbito da presença de Matt Brittin, presidente da Google EMEA, na DMEXCO, evento dedicado a Marketing Digital realizado na Alemanha.
Com base nas respostas de 20 mil europeus sobre as suas atitudes relativamente a diferentes experiências de privacidade online, o relatório indica ainda que os clientes consideram as más experiências neste campo quase tão prejudiciais como uma violação de dados.
«O impacto de uma experiência de privacidade negativa supera o de uma positiva – por isso, após uma experiência negativa será difícil trazer os clientes de volta. Em vez disso, é importante acertar à primeira», sublinha Matt Brittin.
De acordo com o mesmo responsável, as pessoas preferem comprar marcas que lhes dão mais controlo sobre a sua privacidade. Isso passa por pedir consentimento para personalização de anúncios, por exemplo, ou enviar lembrete para personalizar as configurações de privacidade.
«É por causa da incerteza que estamos a enfrentar que as empresas não podem evitar a privacidade. Em tempos difíceis é preciso investir para o futuro. A privacidade é esse investimento», conclui o presidente EMEA.
A pensar nos anunciantes que pretendem fazer mudanças neste sentido, a Google revela que testou uma série de práticas accionáveis, com melhorias de privacidade, e que a combinação mais eficaz foi: perguntar às pessoas como (e com que frequência) gostariam de ser lembradas sobre as suas preferências, enviar um resumo de privacidade por email e pedir consentimento para personalizar um website.
Juntas, estas práticas resultaram num aumento de 37% do sentimento de controlo. Além disso, verificou-se uma melhoria em termos de sentimentos positivos: maior confiança com os dados pessoais (+11%), aumento da resposta emocional positiva aos anúncios exibidos (+27%) e aumento da relevância percebida dos anúncios exibidos (+11%).
Segundo Kelly Beaver MBE, CEO da Ipsos UK & Ireland, o estudo “Privacy by design: the benefits of putting people in control” sugere que as marcas que conseguem fazer as pessoas sentirem-se com maior controlo sobre os seus dados também podem aumentar a confiança na marca e aumentar a preferência pela marca.











